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Segunda-feira, Julho 20, 2009

Mulheres e automobilismo II

Alguém aí lembra da Danica Patrick e do post de Patrícia intitulado Perigo Constante? Deixem de preguiça! É só dar uma olhadinha aí do lado em Textos Recentes (ok, nem tão recentes... Mas enfim). Paty falava na matéria que a Fórmula 1 era a categoria dos sonhos de todo piloto profissional. Pois, não é que a americana Danica Patrick, cotada para correr pela equipe USF1 em 2010, já descartou a possibilidade de ir para a Europa? Em entrevista ao Los Angeles Times, ela declarou que não pretende deixar a Fórmula Indy, pois prefere ficar por perto de seus familiares e amigos.

Louca? Metida? Sensata? Leiam a opinião do jornalista Gerson Campos, colunista do Yahoo Esportes.

postado por Tess Chamusca | 9:13 PM | 1 Comentários

Domingo, Setembro 28, 2008

Aos que não verão tão belos versos serem recitados hoje a noite...




"Sem que eu pedisse, fizeste-me a graça
de magnificar meu membro.
Sem que eu esperasse, ficaste de joelhos
em posição devota.
O que passou não é passado morto.
Para sempre e um dia
o pênis recolhe a piedade osculante de tua boca.

Hoje não estás nem sei onde estarás,
na total impossibilidade de gesto ou comunicação.
Não te vejo não te escuto não te aperto
mas tua boca está presente, adorando.

Adorando.

Nunca pensei ter entre as coxas um deus"

Esses lânguidos versos de Carlos Drummond de Andrade e outros poemas de Bocage, Manuel Bandeira e Gregório de Mattos darão o tom do Recital Amores Diversos – Poemas de Amor e Erotismo, promovido pela Escola Lucinda de Poesia Viva, da atriz e poeta Elisa Lucinda.

O evento, marcado para as 19h30, tem apoio da livraria Galeria do Livro e é apresentado pelo grupo "A Poesia Quando Chega...". Logicamente é destinado ao público adulto.

Só tem um detalhe que desagrada os não tão bem providos financeiramente (principalmente porque estamos no fim do mês!). O recital faz parte da 14ª edição da Casa Cor Bahia e os ingressos custam R$25!

Aos que também se interessam por variadas possibilidade decorativas e ambientes inusitados, a Casa Cor está acontecendo no Hotel da Bahia (Av. Sete de Setembro, 1537, Campo Grande).

Se alguém aí ficou se perguntando de onde vieram os libidinosos versos de Drummond, eles integram um livro mais libidinoso ainda chamado O Amor Natural. Por conta de um pedido do tímido poeta, a publicação só foi lançada em 1992, quando seu genial autor já não estava entre nós. Então, em homenagem a ele:

“Sejamos navegantes
Bandeirantes e guerreiros
Sejamos tudo que quiserem
Sobretudo pornográficos.”

postado por Tess Chamusca | 11:11 AM | 0 Comentários

Quinta-feira, Setembro 25, 2008

Bairros de Salvador terão Paradas da Diversidade


Paradas são sempre um babado. E não é só porque nelas se reúnem gays, lésbicas, travestis, transexuais, músculos (pêlos e uns quilinhos a mais no caso dos ursos), simpatizantes, perucas coloridas, plumas, paetês e mais uma renca de gente que não dá para categorizar.

Há uma série de questões (umas mais berrantes e outras mais sutis) que se tornam tema de debate: o (des)equilíbrio entre a ação política e a diversão, o apoio dado pelo governo, o direito de voz e o ato político que está inscrito na escolha em promover uma parada gay, GLBT ou da diversidade – os discursos habitando práticas que podem ser tão excludentes quanta a heteronormatividade.

Mas, acima de toda a discussão, creio que uma coisa é fato: a visibilidade que tal tipo de manifestação proporciona a essa parcela da sociedade que, em outras épocas, nem sonharia em expressar sua sexualidade. E nesse domingo, 28, quem vai as ruas celebrar a diferença é a comunidade da Cidade Baixa.

Com um roteiro que começa no Largo de Roma, a partir das 13 horas, e segue pela Avenida Caminho de Areia, passando pelo Largo do Papagaio, até chegar ao Largo da Ribeira, a I Parada da Diversidade da Cidade Baixa – Tod@s contra o preconceito e a homofobia vai debater a discriminação contra Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais.

A atividade é organizada pela Pro Homo – Associação de Defesa e Proteção dos Direitos de Homossexuais, através de seu núcleo de militância na região, e contará com a participação de bandas e transformistas, além de oferecer serviços como corte de cabelo, manicure e pedicure, dentre outros.

Para Fabety, um dos organizadores da Parada e morador da Cidade Baixa, a iniciativa “é um alerta e uma forma de conscientizar a população dos direitos das pessoas LGBT”.

Já Renildo Barbosa, presidente da PRO HOMO, aposta em uma manifestação de respeito à diversidade, que envolva a comunidade contra o preconceito. “Vamos mostrar as sete cores da Cidade Baixa e denunciar a discriminação e a agressão que a comunidade LGBT sofre diariamente, através de posturas homofóbicas, lesbofóbicas, machistas, sexistas e racistas”, afirma Barbosa.

Veja a programação de outros bairros:

28/09 - Parada da Diversidade do Vale das Pedrinhas
09/11 - Parada da Diversidade do Nordeste de Amaralina
23/11 - Parada da Diversidade de Brotas, Cosme de Farias e Luis Anselmo

Fonte: Daniela Novais/ABGLT
Contato da PRO HOMO: renildo.barbosa@gmail.com

postado por Tess Chamusca | 10:46 AM | 1 Comentários

Terça-feira, Julho 22, 2008

Grupo Gay de Lauro de Freitas promove evento sobre HIV/AIDS

Nos dias 25 e 26 de julho, o Grupo Gay de Lauro de Freitas realizará o II Seminário de Equipe Multidisciplinar em HIV/AIDS. O evento irá acontecer na Casa do Trabalhador (Rua Euvaldo Santos, s/n, Centro de Lauro de Freitas).

Com o encontro, o grupo pretende viabilizar uma articulação política entre entidades que lidam com prevenção e tratamento do HIV/AIDS, fortalecer estratégias de comunicação, expor experiências bem sucedidas e estabelecer um cronograma de ações.

Apenas técnicos da área poderão participar do evento, que tem as inscrições encerradas no dia 23 de julho, às 18 horas. Será permitida a participação de, no máximo, três representantes por instituição. O Grupo Gay de Lauro de Freitas irá custear a alimentação de quem estiver presente no seminário. A inscrição deve ser feita através do email gaylaurodefreitas@yahoo.com.br.

Mais informações: Franklin Silva – presidente do Grupo Gay de Lauro de Freitas (71) 9166-3424

postado por Tess Chamusca | 10:35 PM | 0 Comentários

Domingo, Junho 29, 2008

Por uma vida sem violência




postado por Tess Chamusca | 5:48 PM | 0 Comentários

Terça-feira, Junho 17, 2008

A defesa do TCC sobre prostituição masculina foi adiada

Pessoas,

Acabei de saber que, por motivos pessoais, a defesa do aluno de História da UCSal Élcio Gomes da Silva foi adiada. Assim que souber a nova data informo a todos.

postado por Tess Chamusca | 1:58 PM | 0 Comentários

Prostituição masculina é tema de TCC

Mesmo existindo há séculos e séculos, a prostituição feminina ainda é um tabu para a nossa sociedade moralista. Mas e quanto aos homens que fazem do corpo seu sustento? O que sabemos sobre eles? Que noção temos de sua clientela, frustrações, medos e anseios?

Assistir a defesa do Trabalho de Conclusão de Curso "Prostituição Masculina: O Homem Vendendo o Corpo e Dando Prazer em Salvador 1995-2005" é uma boa oportunidade de conhecer melhor esse segmento não tão interessado em ganhar visibilidade (alguém aí já ouviu falar em associação de garotos de programa?).

A pesquisa, de autoria de Élcio Gomes da Silva, aluno de História da Universidade Católica do Salvador, será apresentada no Campus da Federação da UCSal na quarta-feira, 18 de junho, às 15 horas. O TCC foi desenvolvido com o apoio do Núcleo de Estudos de Gênero e Sexualidade da Universidade do Estado da Bahia (Diadorim/Uneb).
Aí vai uma dica bibliográfica para quem tem muito interesse (acadêmico!) no assunto: Um olhar sobre a prostituição masculina, de Andresa Martins Vicentini.

postado por Tess Chamusca | 12:10 AM | 2 Comentários

Segunda-feira, Junho 16, 2008

Neim discute violência masculina e a criação de delegacias de mulheres

O Observatório de Monitoramento da Lei Maria da Penha e o Programa de Pós-Graduação em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo promovem nessa terça-feira, 17 de junho, a palestra "Violência na cidade das mulheres: um estudo sobre a delegacia da mulher e o significado da violência masculina". O debate será ministrado na sede do Neim (FFCH/UFBA), às 14 horas, pela professora doutora Sara Hautzinger (Colorado College) e é direcionado a estudantes, pesquisadores e demais interessados.

Sarah Hautzinger é antropóloga e possui pesquisas voltadas para a relação entre gênero e poder. Desde 1990, vem investigando a criação de delegacias para mulheres no Brasil. No contexto de um país recém-democratizado, ela avaliou as contribuições do movimento das mulheres e da reforma do Estado para o surgimento de medidas inovadoras e, ao mesmo tempo, contraditórias.

postado por Tess Chamusca | 10:48 PM | 0 Comentários

Quinta-feira, Junho 05, 2008

Perigo constante?

Enquanto eu e meu instrutor da auto-escola seguimos juntos na jornada de “tentar ensinar essa menina a fazer meia-embreagem”, Danica Patrick continua arrasando na Fórmula Indy.

Bem, como nem todo mundo curte aquelas corridas em circuitos ovais, onde o piloto passa a maior parte do tempo fazendo curvas para o mesmo lado, acho que é bom apresentar Danica.

Ela é uma piloto norte-americana (o substantivo é masculino e, adivinhem, não tem correspondente no feminino) que já estreou na Indy fazendo pole, marcando pontos, e recentemente venceu o Grande Prêmio de Motegi, no Japão. As disputas de Danica nas pistas têm feito a alegria de patrocinadores e profissionais da área comercial da Indy.


Mas ela não foi a primeira, nem a única. Ainda que seja um esporte tradicionalmente masculino, volta e meia o automobilismo recebe a visita de uma “gaiata” nas pistas.

A Fórmula 1, categoria dos sonhos de todos os pilotos profissionais e meu alento nas manhãs de domingo, já teve cinco representantes femininas - Maria Teresa de Filippis, Lella Lombardi, Divina Galica, Desire Wilson e Giovanna Amati. No entanto, Lella foi a única a conseguir marcar pontos até hoje, com um sexto lugar no GP da Espanha de 1975.

Já no automobilismo profissional brasileiro, há alguns poucos destaques em diferentes categorias: Bia Figueiredo, na Indy Light; Helena Deyama, piloto de rally no Cross Country; e Débora Rodrigues (ex-musa dos sem-terras), na Fórmula Truck.

A presença das mulheres no automobilismo é muito bacana e coisa e tal, mas quando os motores roncam pra valer é difícil ver uma mulher chegando em primeiro.

Podemos botar a culpa na falta de investimento na formação de pilotos femininas, na desvantagem em relação aos homens quando o assunto é força e arrojo, na inexistência de uma categoria de automobilismo específica, ou na milenar herança machista.

Mas uma coisa é fato, não quero ver mulher correndo apenas pelo fato de ser mulher ou pela grana que isso gera na mão dos marketeiros de plantão. Quando for para correr, tem que ser pela competitividade e pelo talento. Dentro do autódromo!

Patrícia Conceição

postado por Tess Chamusca | 6:54 PM | 0 Comentários

Quinta-feira, Maio 29, 2008

Fúria judicial contra as mulheres

*Nilcéa Freire

Está em curso, em Mato Grosso do Sul, um episódio assustador e de imensa fúria persecutória contra os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres, no Brasil. Nada menos do que 9.896 mulheres mato-grossenses estão prestes a serem interrogadas e levadas a julgamento, num só processo, no qual são acusadas de terem provocado abortos, desde o final dos anos 90, conforme decisão do juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Mato Grosso do Sul, Aloísio Pereira dos Santos.

A decisão, historicamente inédita, é tão injusta quanto estarrecedora, apesar de encontrar amparo na legislação brasileira. Em abril do ano passado, houve a instalação de um inquérito contra a proprietária de uma Clínica de planejamento familiar, com 20 anos de funcionamento no centro de Campo Grande (MS), acusada de praticar abortos. A apreensão de milhares de prontuários médicos daria origem ao processo em massa contra as quase 10 mil mulheres.

A delegada Regina Márcia Rodrigues Mota, que conduz o caso, afirmou que está estudando “a organização de uma força-tarefa para concluir os inquéritos e remetê-los à Justiça”. O promotor de Justiça Paulo César dos Passos fundamentou: “A pressa é para evitar a prescrição do delito, que ocorre em oito anos.”

No ímpeto de condenar, a Justiça promoveu constrangimentos ilegais. Prontuários médicos, dos quais as instituições de Saúde são as guardiãs, segundo a legislação brasileira, foram apreendidos e colocados à disposição da curiosidade de quem quer que seja. Na seqüência, o juiz recuou, devido à grande procura - principalmente de homens - por interessados em saber o nome das clientes.

Qual é a real motivação de tamanha truculência? Será que realmente é o caso de se instituir uma força-tarefa como se estivéssemos tratando de uma horda de delinqüentes de elevada periculosidade para a vida em sociedade? Está sendo justa a Justiça? E a responsabilidade dos 9.896 homens supostamente associados àquelas gestações? Também será em algum momento lembrada e cobrada judicialmente?

O Brasil é signatário de diversos instrumentos jurídicos e acordos internacionais, entre eles a Convenção sobre a Eliminação de todas as formas de Discriminação contra as mulheres e a Plataforma de Ação da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, no Cairo, que visam a assegurar o direito à Saúde sexual e reprodutiva das mulheres.

O aborto provocado é reconhecido, mundialmente, como um importante problema de Saúde pública, especialmente nos países cujas legislações restringem a sua prática, como é o caso brasileiro.

Enquanto a taxa de aborto por 1.000 mulheres é de 4/1.000 em países como a Holanda, no Brasil a estatística é 10 vezes maior: 40/1.000. Não há família, no sentido amplo, que não tenha vivenciado esse drama. Esse descompasso entre a vida cotidiana das pessoas e a criminalização da prática do aborto fica evidente no episódio em curso na Justiça mato-grossense, além de comprovado por inúmeras pesquisas especializadas.

Para se ter uma idéia, segundo a pesquisa aborto induzido: Conhecimento, Atitude e Prática de Ginecologistas e Obstetras no Brasil, realizada em 2005, pelo Centro de Pesquisas em Saúde Reprodutiva de Campinas (Cemicamp), aproximadamente 80% dos ginecologistas e obstetras ouvidos (3.386 profissionais) que viveram alguma situação de GRAVIDEZ indesejada em suas vidas (homens e mulheres) optaram pela interrupção voluntária da GRAVIDEZ, mesmo fora das possibilidades legais vigentes.

O mesmo levantamento, contudo, nos informa que cerca de 50% dos médicos respondentes à pesquisa e que trabalham em serviços públicos de Saúde, diante de um caso de aborto - ainda que previsto em lei - optam por pedir a outro profissional para que realize o procedimento.

Outro estudo do Cemicamp revela que, no âmbito do Poder Judiciário, quatro de cada cinco magistrados que vivenciaram uma GRAVIDEZ indesejada decidiram que a situação justificava a prática do aborto. No entanto, cerca de 50% dos juízes não abrem mão da exigência de alvará judicial para autorização da prática de aborto prevista em lei (casos de risco iminente de morte para a mãe e Estupro), procedimento desnecessário conforme as próprias normas jurídicas vigentes.

Esses indicadores demonstram que, quando estamos mais próximos de quem vivencia uma GRAVIDEZ indesejada, é maior a tendência a justificar a interrupção voluntária da gestação, ainda que isso não signifique alteração na rejeição ao aborto em si.

Todas as pesquisas de opinião revelam que a maioria dos brasileiros preferiria que nenhuma mulher tivesse que provocar um aborto. Mesmo aquelas mulheres que terminaram por provocar um aborto manifestavam opinião contrária a essa prática, até se verem na situação que as levou a optar pela interrupção da gestação.

O que está por ser aferido - e a reação da opinião pública ao caso das 9.896 mato-grossenses poderá contribuir para esse balizamento - é a taxa de rejeição a prisões de mulheres por aborto, na sociedade brasileira.

O primeiro passo foi dado, na semana passada, por um conjunto de organizações feministas e de defesa dos direitos das mulheres, que denunciou à Subcomissão da Defesa da mulher, no Senado Federal, a violação dos direitos humanos das mulheres no contexto do caso de Campo Grande.
Urge responder, no caso de Mato Grosso do Sul, se está sendo justa a Justiça.

Nilcéa Freire é ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República.

postado por Tess Chamusca | 4:11 PM | 1 Comentários

Sexta-feira, Maio 23, 2008

25 anos de descoberta da AIDS: Ainda não há o que comemorar...


Já se passaram 25 anos desde que o mundo teve notícia da existência da AIDS e ainda não foi descoberto um meio de deter a disseminação do vírus. De acordo com o Fundo de Populações das Nações Unidas, 33 milhões de pessoas estão infectadas.

Até o ano passado, uma vacina contra a Aids, criada pelo grupo farmacêutico Merck, parecia avançar, mas os testes foram suspensos após 82 voluntários (49 vacinados e 33 do grupo de controle) terem sido contaminados pelo vírus.

"A defesa imunológica que a vacina conferiu aos participantes não foi suficiente. O vírus continuou passando [pelas defesas do corpo]", afirma Esper Kallás, infectologista, professor da Unifesp e coordenador dos testes com a vacina no Brasil.

O vírus HIV é desafiador por conta de sua alta velocidade em desenvolver novas formas genéticas. Isso tem deixado a comunidade científica sem esperanças, mas ainda bem que existem pesquisadores como Kallás, que não manifestam a intenção de desistir: "Não podemos abandonar a vacina. Não podemos dar uma declaração de derrota e voltar as costas para aquilo que pode ser a maior esperança para combater a epidemia".

Enquanto isso, façamos a nossa parte: Não adotar comportamentos de risco e usar camisinha!
Fonte: Folha Online, site do Programa Nacional de DST e AIDS

postado por Tess Chamusca | 4:45 PM | 1 Comentários

12 países não permitem a entrada de soropositivos em seu território

Infelizmente, os problemas relacionados à AIDS não dizem respeito apenas ao insucesso de pesquisas que buscam um combate efetivo para a doença. Parece irreal, mas na atualidade 12 países (Armênia, Brunei, China, Colômbia, Iraque, Coréia, Líbia, Moldávia, Catar, Arábia Saudita, Sudão e Estados Unidos) não permitem a entrada de imigrantes ou turistas soropositivos.

Nos Estados Unidos, as pessoas são questionadas se possuem alguma doença contagiosa, enquanto na China a pergunta é mais incisiva: o senhor (ou senhora) tem o vírus HIV? Como a resposta afirmativa implica em cancelamento do visto, muitos têm escondido os medicamentos em frascos trocados ou até mesmo deixado de tomar os remédios no período em que permanecem no país.

O visto de residente é negado a soropositivos em 62 nações, incluindo o Canadá. 72 países não aplicam as restrições. Entre eles está o Brasil, cujo programa de Aids é referência no mundo, principalmente pela distribuição gratuita de medicamentos.

“A aids não é uma doença que se transmite pelo ar. Portanto, não há motivos para que as restrições existam. A aids não pode ser tratada apenas como questão de segurança nacional”, diz Mariangela Simão, coordenadora do Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde brasileiro.

Por entender que o problema não é uma questão de soberania e sim de direitos humanos, a Organização Mundial de Saúde pretende acabar com o impedimento à entrada de soropositivos nos países.

Em fevereiro, o assunto foi discutido em Genebra. O Brasil ficou responsável pela coordenação de um grupo que fará recomendações aos países que impedem até as viagens turísticas. Já o governo filipino lidera as discussões sobre a entrada de imigrantes. A meta é apresentar propostas à Assembléia Geral da ONU.

O argumento das nações ricas é que a liberação da entrada deve acarretar problemas para o sistema de saúde, pois elas crêem que pode haver uma migração massiva de pessoas para os locais onde o acesso aos remédios é gratuito.

Segundo dados do Sistema de Controle Logístico de Medicamentos (Siclom), do Programa Nacional de DST e AIDS, atualmente, pelo menos 1.256 estrangeiros - em situação legal ou clandestinos - estão em tratamento no Brasil. "Mesmo com atendimento universal e de qualidade, não recebemos uma enxurrada de imigrantes. Na prática, essa parcela é pequena”, afirma Mariângela Simão.

Fonte: Estado de São Paulo, O Dia Online, Agência de Notícias da Aids

postado por Tess Chamusca | 4:38 PM | 1 Comentários

Aids e políticas públicas


No final de março desse ano, o Ministério da Saúde lançou uma campanha contra a Aids destinada não só a gays e travestis, mas também a homens que mantém relações sexuais com homens. Estranhou a expressão? O MS se deu conta que o comportamento sexual nem sempre corresponde à identidade sexual assumida e para alcançar o público formado por caras que transam com pessoas do mesmo sexo, mas não se consideram gays, adotou o termo.


A campanha inclui cartazes e folhetos sobre a prevenção ao vírus HIV e sobre o uso do preservativo. O material contém ilustrações de beijos, carícias e sexo oral entre homens e está sendo distribuído em organizações ligadas ao público-alvo, boates e bares. Além de prevenir, o ministério também quer abordar preconceito e direitos humanos.


O esforço de incluir vários grupos populacionais em programas de prevenção é necessário, mas não podemos perder de vista que a mulher ainda é a grande vulnerável quando o assunto é Aids.

Comecemos pelas questões físicas. De acordo com a ONU e a OMS, é duas vezes mais provável que o homem transmita o vírus para a mulher durante uma relação sexual. Isso porque, na ejaculação, o esperma, que contém uma grande concentração viral, permanece no organismo da mulher por mais tempo do que os fluidos vaginais no pênis.


Junte-se à biologia o fato de vivermos em um contexto de desequilíbrio de poder entre os gêneros, permeado, em muitos casos, pela falta de autonomia financeira da mulher.


Regina Navarro, no Livro de Ouro do Sexo, traz importante dado. Mulheres divorciadas com mais de 50 anos, que estão em busca de novos parceiros, também necessitam de informações sobre a disseminação da AIDS.


De acordo com a autora, um estudo realizado com 514 mulheres dessa faixa etária na Universidade Emory (EUA) demonstrou que cerca de metade delas acreditava que a vasectomia fornecia proteção contra o HIV.


Fontes: Folha Online, O Livro de Ouro do Sexo

postado por Tess Chamusca | 3:22 PM | 0 Comentários

Quarta-feira, Abril 23, 2008

Oficialmente do babado


Começa nessa quinta-feira (24 de abril) a 1ª Conferência Estadual GLBT Bahia. À primeira vista, pode parecer mais um entre tantos eventos envolvendo discussões e mesas redondas. Mas não é. A conferência é inédita, fruto de uma convocação nacional do presidente Lula e, no plano estadual, do governador Jaques Wagner.

Sacou? Não? O debate GLBTT em torno da necessidade de políticas públicas específicas virou pauta de Estado.

Para militantes do movimento, o acontecimento representa uma possibilidade real de proposição de medidas que assegurem direitos a essa parcela da população. Mas não só isso. A expectativa é que o governo reaja, garantindo a sustentação das políticas públicas aprovadas.

A programação completa da Conferência, que reúne até o sábado (dia 26), no Instituto Anísio Teixeira (Paralela), mesas temáticas, debates, grupos de trabalho e atividades culturais, pode ser conferida aqui.

E vem mais por aí. Em junho deste ano, acontece em Brasília a 1ª Conferência Nacional GLBT, que terá como tema “Direitos Humanos e Políticas Públicas”.

É bom deixar claro que nada disso caiu do céu, num ato de extrema generosidade governamental. É fruto de um longo trabalho de articulação de grupos e pessoas ligadas à “causa” GLBTT. Para se ter uma idéia, durante o processo de construção das bases do evento aqui na Bahia, foram promovidas 17 conferências territoriais em diferentes cidades do interior do estado.


Enfim. Não dá para esperar uma “Bahia sem homofobia” saindo quentinha e no capricho do forno conferencial. Mas, para quem luta pela transformação do estado na terra da diversidade e do respeito aos GLBTTs, o evento tem ares de conquista.


Patrícia Conceição

postado por Tess Chamusca | 2:43 PM | 2 Comentários

Domingo, Abril 20, 2008

Travestis na mídia - surgem abordagens positivas

Ao ler o jornal A Tarde de hoje, me entristeceu saber do falecimento da travesti Paulina, 25 anos, que foi arrastada cerca de 50 metros por dois homens que estavam em um carro na cidade de Feira de Santana.

Mas, outra coisa, além da barbaridade do fato, ocorrido no início dessa semana, despertou meu interesse. A notícia não foi dada em uma notinha da página policial e sim em uma digna matéria de duas colunas e oito parágrafos, acompanhada de foto da vítima.

Não é só uma questão de espaço que, de qualquer forma, já é um indicativo da importância atribuída ao acontecimento. Sem preconceito ou preguiça na apuração, os repórteres Alean Rodrigues e Sandro Lobo falaram cuidadosamente sobre como Paulina foi agredida (os homens aproximaram o carro e fingiram ser clientes) e sobre a negligência médica no atendimento dado à travesti no Hospital Geral Clériston Andrade, que pode ser processado.

Enfim, é bom saber que a mídia está modificando sua abordagem em relação a esse grupo, já tão estigmatizado e marginalizado na nossa sociedade. Aqui está a matéria publicada no A Tarde.

Travesti morre vítima de agressão e negligência

Hebert Pereira da Silva, conhecido como Paulina, 25 anos, não resistiu aos ferimentos de que foi vítima há seis dias, quando dois homens em um carro o arrastaram por cerca de 50 metros numa rua central em Feira de Santana, a 110 km de Salvador, e faleceu ontem de madrugada.

Apesar da gravidade da agressão, Paulina teve alta no mesmo dia (14) em que foi atendida no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA). Seu corpo foi enviado ontem à tarde para Teresina (PI), de onde ele havia chegado havia seis meses, junto com a mãe, com quem vivia.

Embora o médico, de prenome André, tenha dito aos amigos, familiares e imprensa que a vítima estava bem do ponto de vista ortopédico no dia em que foi atendida, um dos peritos do Instituto Médico Legal (IML) de Feira informou ela apresentava quatro costelas quebradas e hematomas em vários órgãos. A suspeita geral é que Paulina tenha sofrido hemorragia interna nos dias seguintes à agressão.

NEGLIGÊNCIA – Familiares e amigos acham que houve negligência médica no atendimento.De acordo com o presidente do Glich – Grupo Liberdade Igualdade e Cidadania Homossexual, Rafael Carvalho, houve um caso semelhante ocorrido em 2003.“Foi quando Pureza [um travesti cujo nome de batismo era Roberto] foi baleada, atendida e liberada, como se estivesse tudo bem.Morreu dois dias depois”, relembra o militante.

No caso de Paulina, a agressão configura crime de ódio ou homofobia: a vítima foi atraída por dois homens a um carro azul, com uma avaria no fundo. Eles fingiram que queriam saber o preço do programa. “Um deles segurou no cós da minha calça e aí começaram a me arrastar”, disse ela, em entrevista a A TARDE, no dia seguinte à agressão, que resultou em vários ferimentos, principalmente na cabeça e rosto, além de pancadas pelo corpo – daí a suspeita de hemorragia interna como causa da morte.

Rafael Carvalho afirma que chegou a questionar ao médico se não era melhor que a vítima ficasse internada, já que sentia várias dores e pouco se movimentava, mas foi informado que não havia necessidade. “Esse André disse que o Hebert teve apenas ferimentos superficiais, que estava tudo bem e que não teria nenhuma seqüela”, denuncia.

A vítima foi enviada para casa, mas continuava reclamando de dores, principalmente na parte das costelas. Anteontem à noite, foi levada para o HGCA, com febre alta e dores no tórax. Os médicos o examinaram e detectaram que era necessário fazer uma cirurgia, mas não informaram o motivo. Hebert não chegou a ser operado.

DISCRIMINAÇÃO – “Se o médico garantiu que tinha feito vários exames, como é que não viram as costelas quebradas? O que ficou comprovado é que não houve o atendimento certo e acredito que foi discriminação por ele ser um travesti”, acusa Rafael. Na próxima terça-feira, ele vai se reunir com familiares da vítima e decidir se vai prestar uma queixacrime contra o hospital.

A TARDE tentou falar com o diretor do HGCA, Eduardo Leite, mas foi informada que ele estaria viajando e o telefone celular estava na caixa de mensagem. Uma queixa foi prestada na 2ª Delegacia, onde um inquérito foi instaurado, mas não foi possível checar o andamento das investigações devido à micareta. “Havia duas outras pessoas com ele que podem ajudar a identificar os agressores, é só a Polícia Civil agir com boa vontade”, afirma Rafael Carvalho, do Glich.

postado por Tess Chamusca | 9:31 PM | 2 Comentários

Sexta-feira, Abril 11, 2008

É perigoso ser gay na Bahia

Se por um lado fica a impressão que os GLBTTs têm saído vitoriosos na luta por respeito e reconhecimento dos seus direitos (imagem reforçada por acontecimentos como a 1ª Mostra Possíveis Sexualidades, noticiada no post anterior), por outro, parece que tudo não passa mesmo de impressão.

Nesta terça-feira, o Grupo Gay da Bahia (GGB) divulgou um relatório com a seguinte informação: Em 2007, o número de mortes violentas envolvendo homossexuais e travestis no país aumentou em 30%, quando comparado a 2006. Foram 122 assassinatos, 70% envolveram gays, 27% travestis e 3% lésbicas.

Para piorar a história, o Brasil é o país onde mais se mata homossexuais (média superior a cem mortes a cada ano) e 60% dos casos brasileiros ocorreram em estados do Nordeste. E adivinhem quem alcançou a indesejada liderança? Sim, a Bahia! Ou seja, o risco de um homossexual ser assassinado aqui é maior do que em qualquer lugar do país.

Se considerarmos que o levantamento tem como base apenas notícias de jornais e sites, é fácil supor que esse número seja bem maior. Quem quiser conferir mais detalhes da pesquisa, realizada desde 1980, pode clicar aqui.

Patrícia Conceição

postado por Tess Chamusca | 10:18 PM | 7 Comentários

Quarta-feira, Abril 02, 2008

Mostra exibe filmes de temática GLBTT

De 3 a 11 de abril, acontece a 1ª Mostra Possíveis Sexualidades, que reunirá, em Salvador, longas de ficção e documentários produzidos na Espanha, Brasil e Argentina. Os filmes serão exibidos no Instituto Cervantes, no circuito SALADEARTE (UFBA e Museu Geológico da Vitória) e na Sala Walter da Silveira (Barris).


A exposição fotográfica “Boneca Sai da Caixa” marca a abertura da Mostra, que ocorrerá às 19 horas, no Instituto Cervantes (Ladeira da Barra). Realizada pelo Laboratório de Fotografia da Faculdade de Comunicação da UFBA, a exposição pretende mostrar os melhores ângulos dos personagens que, com suas fantasias, marcam a Parada Gay de Salvador e contribuem para a promoção de uma cultura da paz. O registro é composto de imagens produzidas em estúdio durante a Parada de 2007.

Nesta primeira edição da Mostra Possíveis Sexualidades, a curadoria realizada pelo professor Rodrigo Barreto compôs um quadro diversificado do tratamento da sexualidade no cinema, selecionando obras com personagens e temáticas homossexuais, bissexuais e transexuais. O evento marcará a estréia, em salas baianas, de três filmes bastante aguardados: "Onde Andará Dulce Veiga?" e o documentário "Uma Questão de Gênero", ambos nacionais, e o longa argentino “XXI”.

"Onde Andará Dulce Veiga?" tem roteiro baseado no romance de Caio Fernando Abreu e representa o retorno do cineasta Guilherme de Almeida Prado às telonas. O diretor de “Perfume de Gardênia” (1992) e “A Hora Mágica” (1998) virá à Mostra para discutir as interseções entre o cinema e a obra do escritor gaúcho no dia 05 de abril. Também estarão presentes no debate Állex Leilla, doutora em Literatura Comparada pela Universidade Federal de Minas Gerais e Leandro Colling, doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela UFBA.

“Por que cinema gay? – Alternativas além do rótulo” é o tema da mesa de discussão que será promovida pela Mostra no dia 04 de abril. O debate contará com a presença de Denilson Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual (SOCINE), Miguel Albaladejo, diretor do badalado filme espanhol "Filhote" (2004) e Rodrigo Barreto, doutorando em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela UFBA e co-idealizador da Mostra Possíveis Sexualidades. Na mesma ocasião, Denilson Lopes lançará o seu livro “A Delicadeza: Estética, Experiência e Paisagens”.

Os filmes poderão ser vistos a preços populares (R$4) no circuito SALADEARTE e na Walter da Silveira e gratuitamente no Instituto Cervantes. A Mostra Possíveis Sexualidades é patrocinada pelo Fundo de Cultura da Bahia, programa de incentivo a produções artístico-culturais da Secretaria de Cultura do estado da Bahia.
Gente, a programação completa e maiores informações podem ser acessadas no blog do evento: http://www.possiveissexualidades.wordpress.com/

postado por Tess Chamusca | 9:52 PM | 0 Comentários

Terça-feira, Março 18, 2008

O aborto na mira da Campanha da Fraternidade 2008

Mal a Quarta-feira de Cinzas chegou, levando a festa da carne embora, e a Igreja Católica já mexia os pauzinhos para o lançamento da Campanha da Fraternidade (CF) desse ano. Depois de falar da Amazônia (2007), pessoas com deficiência (2006), solidariedade e paz (2005), e água enquanto fonte da vida (2004), o tema escolhido para este ano foi “Fraternidade e Defesa da Vida Humana”.

Com o lema “Escolhe, pois, a vida”, a Igreja Católica resolveu dedicar o ano de 2008 ao combate de questões como eutanásia, pesquisa envolvendo células-tronco, aborto, contracepção e prevenção do HIV. Não que esses temas tivessem sido deixados de lado pela Igreja, muito pelo contrário. A diferença é que agora eles assumem um papel central no discurso católico.

A escolha do aborto com um dos pontos principais da Campanha de 2008 é bem estratégico, quando consideramos toda a discussão, encabeçada principalmente pelo Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, sobre a descriminalização do aborto e o tratamento deste como um problema de saúde pública.

Marcando a posição contrária da Igreja Católica à ampliação das hipóteses de aborto legal no país, o documento oficial da CF utiliza uma série de argumentos religiosos, científicos e éticos na tentativa de mostrar que o aborto constitui-se num atentado contra o direito dos bebês não-nascidos à vida. “O aborto provocado nega a uma criança o direito de viver quando ela ainda não pode se fazer ouvir”, diz uma passagem do texto.

O documento questiona também estatísticas divulgadas pelo Governo Federal que apontam a realização de quase 230 mil internações por ano no SUS para tratar de complicações causadas por abortos clandestinos e, ainda, de aproximadamente 150 mil mortes de mulheres decorrentes do mesmo problema.

Sobram críticas ainda aos profissionais de saúde que defendem a prática, aos países onde o aborto é permitido e ao discurso feminista, por defender o direito da mulher em decidir sobre a gestação: “A luta pela emancipação da mulher exigiria o preço da liberação do aborto para que ela se torne efetivamente dona de seu próprio corpo. Este argumento ignora que a criança por nascer é o outro ser presente. Não é um simples órgão doente que se quer retirar”.

O documento que traça as diretrizes para a Campanha 2008 está disponível aqui.


Escolhe, pois, o aborto.

Aparentemente, nem todo católico compartilha a mesma opinião quanto ao aborto. Contrariando a posição oficial da Igreja, a ong feminista Católicas pela Direito de Decidir (CDD) se declara favorável não somente à legalização do aborto no país, como também ao uso da camisinha e à expressão livre da sexualidade.

Em seu site oficial, a ong defende que a maternidade deve ser uma escolha e não um destino imposto por outras pessoas, religiões ou governos: “Uma sociedade só pode ser considerada justa se as mulheres tiverem possibilidade de decidir sobre seu corpo e, portanto, sobre suas vidas. Poder escolher quando ser mãe e quantos filhos deseja ter é essencial para isso”.

A CDD atua no Brasil, desde 1993, em articulação com a rede latino-americana Católicas por El Derecho a Decidir e a norte-americana Catholics for Free Choice, promovendo os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres, e a luta pela igualdade nas relações de gênero no interior da sociedade e da Igreja Católica.

Para a Igreja, no entanto, o grupo não tem nada de católico, apenas de abortista. Receberia milhões de dólares de grupos norte-americanos abertamente anti-vida, como a Fundação Ford, para eliminar o maior opositor do mundo contra o aborto, ou seja, a própria Igreja.

Segundo Jerson Lourenço Flores Garcia, representante do Movimento em Defesa da Vida, as CDD não devem ser consideradas católicas porque “ao interpretar os crimes contra a vida como legítimas expressões da liberdade individual, exigindo ou reconhecendo legalmente o direito de matar, se subverte a base dos direitos humanos e se nega o direito à vida". Coisa que católico nenhum deve fazer.

O provocativo desenho publicado nesse post foi criado pelo competentíssmo Guto Chaves, que, de agora em diante, será o ilustrador oficial do Gritos e Sussurros! O portfolio dele é: http://gutochaves.zip.net/

Patrícia Conceição

postado por Tess Chamusca | 1:07 PM | 0 Comentários

Terça-feira, Março 11, 2008

Agenda Cultural

Seminário Mulher e Literatura

Com o objetivo de valorizar a literatura escrita por mulheres e estimular a leitura de textos femininos, a Fundação Pedro Calmon promoverá na próxima segunda-feira, 17 de março, o seminário Mulher e Literatura. O evento será realizado no auditório da Biblioteca Pública do Estado (Barris) das 15 às 18 horas.

Participarão do debate as escritoras Renata Belmonte e Mônica Menezes, além das professoras doutoras Ívia Iracema e Dalila Machado. No seminário, serão discutidos temas como o corpo na literatura feita por mulheres, a escrita como cuidado de si e a representação das mulheres no seriado americano CSI. A entrada é franca.

Semana da diversidade

A Semana da Diversidade, evento que vem ocorrendo na Faculdade de Direito da UFBA desde o dia 11 de março, tem um dia reservado para a discussão sobre relações de gênero: próxima quinta-feira, 13 de março. Com uma programação que ocupará o dia inteirinho, o evento contará com a presença de Keila Simpson (presidente da Associação Nacional de Travestis), do professor Luiz Mott (fundador do Grupo Gay da Bahia) e de especialistas na temática. É gratuito também minha gente!


Confira o programa detalhado no link Semana da Diversidade
Exposição O caminho para a igualdade

Tendo inicialmente se dedicado a causa abolicionista, as líderes do movimento sufragista nos Estados Unidos precisaram lutar durante 70 anos para conquistarem o direito ao voto em 1920. E é através de cartazes que a exposição O caminho para a igualdade: como as mulheres americanas ganharam o voto, instalada no foyer da Biblioteca Pública do Estado, conta essa história.

A exposição é promovida pela Fundação Pedro Calmon em parceria com o Consulado Geral dos Estados Unidos e o Espaço Benjamim Franklin – American Corner Salvador e permanecerá na biblioteca até o dia 02 de abril.

Bevabbé (Assim é demais)

Você já deve ter ouvido falar em pessoas que, depois dos quarenta anos, resolveram mudar sua orientação sexual, mas e o contrário? Pois então, essa é a história da protagonista de Bevabbé (Assim é demais), monólogo que ficará em cartaz todas as quintas e sextas dos meses de março e abril, às 20 horas, no Theatro XVIII, Pelourinho. A direção é de Maria Cassi.

Tudo conspira a favor: o texto é ótimo; a atriz italiana Dodi Conti não precisa fazer muito esforço para ser engraçada e encarna muito bem a lésbica perdida no universo dos heterossexuais; e o ingresso é baratinho (R$4). Convencemos?

postado por Tess Chamusca | 10:34 PM | 0 Comentários

Sábado, Março 08, 2008

Dia Internacional da Mulher

Dia Internacional da mulher. Só Deus e alguns amigos sabem o drama que essa data comemorativa representou para o Gritos e Sussurros. Tinha que haver um post aqui, é fato. Porém, havia também a questão: escrever o que?

Uma matéria sobre as conquistas e lutas da classe feminina? Muito óbvio. Perfis de mulheres que, mesmo não sendo feministas de plantão, representam muito bem o grupo do qual fazemos parte? Penamos para achar alguém que se enquadrasse no perfil. (Gente, não estamos aqui dizendo que são poucas as mulheres “retadas” no mundo, mas, simplesmente, durante toda a semana, nenhuma idéia brilhante clareou nossas mentes).

No final das contas, já estávamos apelando para a descrição de um homem que tivesse alma de mulher. Epa! Aí já não seria reafirmar o papel que ainda lutamos tanto para desconstruir?

Depois de tamanha peleja, decidimos depor sobre o que representa para nós ser essa tal criatura que todo mês sangra (vamos combinar, existe clichê mais manjado do que falar da menstruação?!). Enfim, aí estão nossas impressões.

postado por Tess Chamusca | 6:14 PM | 0 Comentários

O que pensamos sobre tudo isso..

Um dos dias em que fiquei mais puta com essa história de ser mulher em uma sociedade patriarcal foi quando fui chamada de baixinha por um homem totalmente desconhecido. Baixinha? Peraê. Eu moro no Brasil e, medindo 1,74, definitivamente não posso ser chamada de baixinha! Aí a ficha caiu! Era só mais uma das várias maneiras que eles encontram de nos dizer: lembra do seu lugar.

Não vamos negar. Séculos e séculos se passaram, mas ser mulher ainda apresenta alguns impasses. Experimente ir a um bar sozinha ou acompanhada de uma amiga e depois me diga se sua conversa não foi insistentemente interrompida. Imagina. É claro que ir a um lugar como esse sem a companhia de um homem significa que você está à caça de outro.

E assim vai, da simples roda de conversa sobre futebol, na qual você NUNCA será escutada, até as vagas de emprego ou os salários mais altos que deixamos de ganhar por conta de critérios machistas no lugar da avaliação de competências. E, uma das piores sacanagens que têm feito conosco, a escolha entre carreira e filhos.

Contudo, mais do que essa série de entraves, o que me preocupa é o posicionamento das mulheres frente a eles. Depois que nós aprendemos o caminho da rua (Salve Betty Friedan!), resolvemos que o mundo seria nosso (e não duvido que seja), mas volta e meia nos mostramos bastante paradoxais.

Que me perdoe Freud, não tenho inveja alguma do pênis. Sou amiga íntima da minha anatomia! Mas, infelizmente, nem todas as mulheres aprenderam que ter autonomia sobre o corpo não significa sair dando indiscriminadamente. E haja bitch pra cá, cachorra pra lá. Vai me dizer que só os homens têm culpa no cartório?

Como queremos ter a nossa individualidade respeitada, se muitas de nós ainda valorizam só o homem provedor? É inevitável, quem paga as contas acaba controlando a vida. E assim, se reafirmam as mulheres submissas que não possuem a noção exata do que estão fazendo ao colocarem seus filhos para exibirem os pintos na rua quando eles sentem vontade de fazer xixi.


Tess Chamusca








Dizer que sangramos (e sofremos) todo mês pode ser clichê. Mas talvez qualquer criatura do sexo masculino que enfrentasse, por pelo menos um mês, a tal da menstruação entenderia o porquê da recorrência ao tema.

Pensando na data de hoje, é claro que muitas coisas mudaram para melhor: já está mais fácil tomar nossas cervejinhas em paz, o mercado de trabalho tem nos olhado menos feio ultimamente, e os homens até têm percebido que a vassoura é um objeto unissex.

Ainda assim, convivemos diariamente com desigualdades e desrespeito. Se o assunto é futebol, ainda precisamos gritar para ser ouvidas. Se o ônibus está cheio, por que nos importaríamos com uma roçada de leve? Até porque usamos saia para isso, não é meninas?

As barriguinhas – nem tão inhas – de chope ainda são preocupação exclusivamente nossa. Homem barrigudinho continua sendo charme, enquanto nós acumulamos apelidos nada lisonjeiros, como metralhada, por exemplo.

No volante, as buzinadas são sempre para nós. Fato que tem menos relação com culpa propriamente dita e mais com um prazer inexplicável de buzinar - para uma mulher, claro!

Para piorar, o Higgfly definitivamente não colou e, nessas horas, sou obrigada a concordar com Freud que um pintinho faz falta.

No meio desse caos, fico pensando na real necessidade dessa data e no que significa ser mulher nos dias de hoje. Difícil responder sem cair em inúmeros clichês. Então, vou derramá-los.

Ser mulher é ser Beralice. Criou quatro filhos sozinha, sem nunca ter deixado de arranjar casos e namorados por aí.

Ser mulher é ser Tatiana. Ama loucamente as mulheres, mas não consegue escapar dos olhares tortos da maior parte delas.

Ser mulher é ser Michele, para quem é um grande absurdo uma dama pegar qualquer peso superior a 500 gramas quando há um homem num raio de 3 km.

Ser mulher é ser Greice. Média, pesquisadora, esposa, mãe, militante. Tudo ao mesmo tempo. Agora!

Ser mulher é ser Érica, para quem três nunca é demais.

Ser mulher é “ser mulheres”.

Pronto. Clichê final.


Patrícia Conceição

Para os curiosos: Ilustra o nosso post o quadro Die Tanzerin, do pintor vienense Gustav Klimt. Porque Klimt? Isso é assunto para outro texto!

postado por Tess Chamusca | 5:22 PM | 1 Comentários

Terça-feira, Fevereiro 26, 2008

O gênero, a literatura e a dança


Orlando no filme de Sally Potter

Hoje, às 20 horas, na Sala do Coro do Teatro Castro Alves, a intrigante história de Orlando, nobre inglês que, aos trinta anos se torna uma bela mulher, mais uma vez deixa as páginas impressas para ganhar corpo em outra manifestação artística.

Depois de dar origem ao filme homônimo dirigido por Sally Potter, o famoso livro escrito por Virgínia Woolf em 1928 inspira um espetáculo de dança.

"O Carvalho", vencedor do Prêmio Yanka Rudzka - edital de apoio à montagem de espetáculos de dança no estado da Bahia, não segue a risca os acontecimentos vividos por Orlando, mas enfatiza aspectos importantes da narrativa: as relações de gênero (e, por conseqüência, o corpo e a sexualidade), o ser humano e sua ligação com o tempo.

Virgínia Woolf joga com os padrões que nos posicionam como homens e mulheres. Desde o início, Orlando é um personagem ambíguo (possui traços andróginos e modos sutis). Ao se tornar mulher, mira-se no espelho sem nenhum sinal de perturbação. Convivem nele, sem maiores problemas, o masculino e o feminino.

O espetáculo expressa tal transitoriedade mesclando comportamentos atribuídos aos dois sexos nos dançarinos. Seus corpos representam uma identificação de gênero inacabada e não-fixa.

Além de descobrir a sensação das anáguas nas pernas, lidar com o assédio masculino e com a gravidez, Orlando tem a fantástica capacidade de atravessar os séculos (sua vida se passa entre o período quinhentista e 1928). Indo e vindo com toda liberdade, ele acaba por relativizar a noção de tempo. Fica a curiosidade: será que o espetáculo consegue exprimir uma "existência" tão complexa? Tem que ver para saber!

"O Carvalho" é interpretado pelos integrantes da Mantra Cia de Dança e tem direção de Fátima Suarez. Fundadora da Escola Contemporânea de Ballet, a coreógrafa atualmente dirige espetáculos nessa instituição e coordena o Mantra Centro de Dança e Arte Contemporânea.

Quando: 26 de fevereiro a 13 de março (terças, quartas e quintas).
Onde: Sala do Coro do Teatro Castro Alves.
Horário: 20 horas.
Ingressos (inteira): R$ 16.

Para os curiosos: Yanka Rudzka foi a primeira diretora da Escola de Dança da UFBA. De origem polonesa, ela trouxe para a Bahia os fundamentos da dança expressionista alemã.

postado por Tess Chamusca | 3:19 PM | 0 Comentários

Segunda-feira, Janeiro 21, 2008

Desculpem os transtornos...

Estamos trabalhando para melhor atende-los! Pessoas, sei que fui negligente... Devia ter postado uma mensagem de boas festas com um aviso de que o blog estava de folga. Férias longas, eu sei! Mas em fevereiro (depois do carnaval, lógico) as coisas voltam a acontecer no Gritos e Sussurros!

Patrícia Conceição, amiga e colega de trabalho que fazia o programa Gritos e Sussurros na Rádio Facom (da Faculdade de Comunicação da UFBA) junto comigo, também vai escrever por aqui!

Então, aguardem muito mais conteúdo!
Abraços e Beijos a todos!

postado por Tess Chamusca | 2:56 PM | 1 Comentários

Quarta-feira, Novembro 28, 2007

Apareçam!


postado por Tess Chamusca | 2:52 PM | 1 Comentários

Sábado, Novembro 24, 2007

Camisinha feminina - buscando razões para sua baixa popularidade

Há alguns meses me dei conta de que, mesmo tendo visto diariamente uma vagina de acrílico preenchida com uma camisinha feminina no meu antigo local de trabalho, eu simplesmente nunca tinha me interessado em usar o tal preservativo. Na época, pareceu um absurdo, uma falta de comprometimento, já que a mídia, no período da chegada do novo método contraceptivo no Brasil, vendeu o invento como símbolo da emancipação sexual feminina.

Será que eu era mesmo descompromissada? Perguntei às mulheres do meu ciclo social se elas já tinham passado pela experiência, e não escutei sequer uma resposta afirmativa! A essa altura, além de usar a camisinha, eu também queria entender as razões de sua baixa popularidade. Em Salvador, ela é vendida apenas nas Farmácias Sant’ana. E, ainda assim, na maioria das drogarias pertencentes à rede você encara um “a gente vende, mas não tem”. Só consegui encontrar o produto no shopping Iguatemi e olha só o susto, duas camisinhas custam R$ 13,65!

Desde que foi criado, nos anos 90, o preservativo feminino só é fabricado pela empresa que a desenvolveu, a Female Health Company. E no nosso país, a DKT, distribuidora das camisinhas masculinas Prudence e Affair, é a única que fornece a versão feminina do produto (L’amour). Daí a razão dos preços caríssimos, que variam em até 100%.

Não houve sucesso comercial e os esforços acabaram se voltando para um grupo específico, formado por prostitutas, portadoras do HIV e parceiras de maridos machistas que costumam recorrer à rede pública de saúde. Mesmo entre as chamadas mulheres em situação de vulnerabilidade, a camisinha não foi adotada com tanta satisfação. Elas precisam de um método que não seja notado já que, ao perceberem o preservativo, muitos companheiros se recusam a ter relações sexuais.

Em Salvador, a aceitação não tem sido tão grande. De acordo com Sulamita Meneses, gerente do Centro de Orientação e Apoio Sorológico municipal (COAS), apenas cerca de 20% das mulheres continua utilizando o preservativo depois de terem sido orientadas.

O sexólogo carioca Adalberto Barbosa argumenta que há “uma falta lastimável de processos educativos motivadores a plena conscientização das novas gerações sobre a importância em se lançar mão desse tipo de preservativo”.

O fato é que não é possível fazer programas abrangentes de incentivo ao uso junto à população feminina quando não há estrutura para atender a um grupo maior de pessoas. Segundo Meneses, as mulheres que vão até o COAS em busca do preservativo precisam passar por um aconselhamento criterioso (orientação coletiva, transmissão de um vídeo e encontro individual posteriormente) porque os custos são muito elevados e é necessário ter certeza que o recurso preventivo vai mesmo ser utilizado.

“É um negócio feio. Acho até que seja brochante”. O comentário, feito pela administadora Patrícia Kalil, revela que, por mais que a camisinha feminina seja tão efetiva quanto a masculina, questões estéticas também motivam a baixa popularidade do produto entre as mulheres. Não há duvida de que o preservativo masculino é muito mais anatômico. Além de sua colocação ser mais trabalhosa, a versão feminina deixa a impressão de que existe algo permanentemente folgado (afirmo com conhecimento de causa!).

Pensando nisso, a ong Path, situada em Seattle, Estados Unidos, decidiu criar um design diferenciado para o produto.


No entanto, ainda não houve aprovação da FDA, agência americana que regula a comercialização de fármacos e alimentos. Os testes clínicos exigidos pelo controle de qualidade custariam até US$6 milhões à Path, dinheiro que a ong não possui. E, mesmo com a liberação, os custos não diminuiriam, já que a matéria-prima utilizada na nova camisinha é mais cara que o látex empregado nos preservativos masculinos.

postado por Tess Chamusca | 11:51 AM | 1 Comentários

Quarta-feira, Novembro 14, 2007

Voltando às DSTs...

Mesmo com tantos avanços já alcançados no controle e tratamento da doença, a AIDS ainda é um desafio para a saúde pública no mundo inteiro. Por conta disso, a revista Cadernos de Saúde Pública, periódico científico editado pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, uma das unidades da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), lançou o fascículo Doenças Sexualmente Transmissíveis e AIDS no século XXI: o desafio e a resposta.

O suplemento reune 12 artigos que discutem a importância da análise de contatos pessoais dos indivíduos na prevenção de DSTs e vários aspectos da epidemia da AIDS, como o impacto do tratamento anti-retroviral, o controle da transmissão da doença e uma avaliação da sobrevivência em casos acompanhados durante quase 20 anos.

Boa Leitura!

postado por Tess Chamusca | 10:38 PM | 0 Comentários

Quinta-feira, Novembro 01, 2007

Atenção à saúde da mulher ainda é insuficiente no Brasil


As desigualdades de gênero também permeiam o cuidado com a saúde. Durante anos, muitos aspectos do bem estar feminino foram negligenciados devido a políticas públicas voltadas apenas à maternidade. Nesse sentido, o movimento de mulheres tem ocupado um papel crucial na implantação de uma consciência mais ampla sobre a saúde, que contemple, inclusive, seus determinantes sociais.

Tal esforço vem sendo representado, principalmente, pela visibilidade que a discussão sobre direitos sexuais e reprodutivos da mulher alcançou no Brasil. Na atualidade, a promoção de uma vida sexual segura e satisfatória, que inclua a liberdade de escolha no que diz respeito à orientação sexual e à reprodução é uma meta do Ministério da Saúde (MS). A venda de anticoncepcionais nas Farmácias Populares a R$ 0,85 a cartela já é uma boa iniciativa!

Mas, dados do próprio MS mostram que as mulheres ainda não são suficientemente atendidas por políticas públicas de saúde no Brasil. Em 2005, 10.208 mortes foram causadas por câncer de mama e 4.506 devido ao câncer de colo de útero. O aborto em condições de risco ainda é uma das principais causas de mortalidade materna e a AIDS está se tornando uma epidemia feminina.

O excesso de trabalho, tabagismo e estresse passaram a fazer parte da vida das mulheres, tornando-as mais vulneráveis a problemas cardiovasculares. No entanto, de acordo com dados da American Heart Association, menos da metade delas é orientada sobre o risco de infarto.

Países em desenvolvimento como o Brasil precisam driblar uma dificuldade a mais na atenção à saúde das mulheres. O acesso a tratamentos médicos ainda é restrito por conta de fatores econômicos. Além disso, outro grande desafio é o enfrentamento da violência doméstica. Das mais de duas milhões de internações de mulheres em hospitais do SUS, no ano de 2006, 120 mil corresponderam a causas violentas.


Quem deseja se aprofundar no tema da agressão contra mulheres pode ler o artigo Prevalência da violência contra a mulher por parceiro íntimo em regiões do Brasil

postado por Tess Chamusca | 10:18 PM | 1 Comentários

Quarta-feira, Outubro 24, 2007

Aprendendo um pouco mais sobre DSTs

Na primeira vez que escutei (quer dizer, li) a palavra “Clamídia”, imaginei ser nome de uma verme ou até mesmo de uma planta bem exótica. Fiquei surpresa ao descobrir que trata-se da doença sexualmente transmissível com maior prevalência no mundo – 90 milhões de casos anuais!

Todos já ouviram falar da gonorréia, certo? Pois bem, as manifestações da infecção causada pela chlamydia trachomatis são semelhantes. As pessoas sentem dor ao urinar e vão muitas vezes ao banheiro. Mas existem algumas diferenças, como o período de cerca de quinze dias para o surgimento dos sintomas - mais brandos e caracterizados principalmente por uma secreção amarela, de tonalidade mais clara.

Nem sempre as DSTs são encaradas com a devida seriedade. Pessoas negligenciam o uso da camisinha simplesmente porque algumas dessas doenças são curadas com antibióticos que nem custam muito caro.

Mas, males como a gonorréia e a clamídia costumam não apresentar sintomas em mulheres. E apesar da maior parte dos homens manifestarem os indícios da infecção, alguns deles são portadores aparentemente saudáveis.

E aí vem o pior. Essas DSTs são uma das principais causas infecciosas de infertilidade feminina (!) e já existem estudos, como o realizado por pesquisadores do Hospital Juan Canalejo, La Coruña (Espanha), que alegam uma relação entre a clamídia e a ausência de fertilidade entre os homens.

A investigação afirma que o sêmen afetado pela bactéria apresenta graus de fragmentação de DNA entre 35% e 45%. Esses níveis são de aproximadamente 15% em indivíduos que não têm a doença.

Gente, por conta de tudo que foi dito acima, a realização de exames diagnósticos de rotina é de extrema importância, principalmente para quem tem uma vida sexual muito ativa! E não esperem o surgimento de sintomas. Estejam atentos:

Homens, encarem o urologista como um médico que deve ser visitado não só na idade propícia à realização do exame de toque retal. E, por favor, deixem o preconceito de lado!

Mulheres, sangramento após o ato sexual ou entre os períodos menstruais já é um motivo para ir ao ginecologista.

Fontes: Instituto de Pesquisa em Oncologia Ginecológica, Folha Online e entrevista do Dr. Luiz Jorge Fagundes, médico dermatologista, responsável pela área de Doenças Sexualmente Transmissíveis da Faculdade de Saúde Pública da USP, a Drauzio Varella.

postado por Tess Chamusca | 6:27 PM | 0 Comentários

Segunda-feira, Outubro 15, 2007

Enquanto Lost não vem...


Para persuadir vocês a assistirem Californication, série que estréia aqui no Brasil em novembro, na Warner Channel, eu poderia listar algumas de suas qualidades. O roteiro bem amarrado, a ótima interpretação de David Duchovny como Hank Moody, o espirituoso e ao mesmo tempo escrotíssimo protagonista da trama, os capítulos curtos (menos de 30 minutos), que nos poupam daquela “encheção de lingüiça” que por vezes ocorre em seriados como Lost, por exemplo.

Mas, vou direcionar o comentário para a minha praia. E, por sinal, preciso compartilhar a lembrança de um telefonema em que me perguntaram “você que trabalha com sexo, poderia me dar o telefone de fulano?”. Imaginem só! Um desavisado que estivesse ao lado da pessoa iria entender o quê mesmo?!

Recordações a parte, Californication, como já sugere o título da produção exibida no canal pago Showtime, me conquistou pelo modo como bem representa o sexo permeando as relações em Los Angeles, maior cidade desse Estado com reconhecida fama de pouco ortodoxo. E mais especificamente por um motivo, o desequilíbrio que isso causa nas mulheres.

O escritor Hank divide a atenção entre seu agente Charlie, a filha de doze anos Rebecca e a ex-namorada Karen e uma variedade de mulheres bem receptivas. Desde as lindas e inseguras, constantemente submissas a um amor sem futuro por homens casados, passando pelas ninfetas sádicas e por siliconadas que fazem rejuvenescimento vaginal, até as desesperadas de trinta e tantos anos que foram trocadas por outros homens.

A série também mostra como as pré-adolescentes já crescem envolvidas nesse universo em que o apelo sexual tem sido cada vez maior. Sem querer bancar a “spoiler”, só vou falar de um cena! Becca, ao ser flagrada aos amassos com um colega de escola pela diretora, questiona: De que outro modo podemos conseguir a atenção dos homens? É uma pena que essa dúvida não esteja ocupando apenas a mente de uma ficcional personagem de doze anos!

Ah! Se não quiserem esperar até novembro, baixem os episódios na Brazil Séries

Aqui estão os responsáveis por essa adorável pouca vergonha :)

Diretor: John Dahl
Criador: Tom Kapinos
Elenco: David Duchovny (Hank), Madeleine Martin (Becca), Natascha McElhone (Karen), Madeline Zima (Mia), Evan Handler (Charlie).

postado por Tess Chamusca | 12:00 PM | 1 Comentários

Quarta-feira, Setembro 26, 2007

Semana da Sexualidade!




Fiquei super contente ao descobrir que, em Salvador, nos próximos cinco dias, três eventos abordarão aspectos muito interessantes da sexualidade humana. É uma boa oportunidade para os que a consideram uma temática esgotada perceberem o quanto ainda pode ser discutido! Aqui estão eles:

28 de setembro, às 19 horas, na Sala de Congregação da Escola de Economia da UFBA.
Aborto na agenda democrática

No dia de luta pela legalização do aborto na América Latina e Caribe, participarão da mesa de diálogo Aborto na agenda democrática a pesquisadora do MUSA (Programa de Estudos em Gênero e Saúde do ISC/UFBA) Greice Menezes, o advogado Luiz Augusto Coutinho e a titular da Superintendência Especial de Políticas para as Mulheres Maria Helena Souza. O debate será mediado pela multiplicadora do grupo Católicas pelo Direito de Decidir. (Achei simplesmente sensacional a existência desse movimento! Dêem uma olhada no site: catolicasonline.org.br)

29 e 30 de setembro, às 21 e 20 horas, no Teatro Castro Alves.
Os monólogos da vagina

Com direção de Miguel Falabella e as atrizes Elizangela, Fafy Siqueira e Vera Setta no elenco, a peça utiliza o orgão sexual feminino como símbolo de uma sexualidade que se deseja emancipada e livre dos ditames masculinos. O espetáculo é uma adaptação do texto da americana Eve Ensler, escrito a partir de sua experiência pessoal e de entrevistas com 200 mulheres.

Se tomarmos como referência o trabalho que vem sendo realizado por Falabella no Toma lá da cá, programa humorístico da Globo, não haverá muita animação para ir ao teatro. Mas, estou apostando minhas fichas em uma comédia inteligente! Para dar uma estimulada: a peça já ganhou cinco prêmios Qualidade Brasil.

01 de outubro, às 16 horas, na sala 04 do Instituto de Saúde Coletiva da UFBA
Práticas educativas e percepção de risco de contrair HIV entre travestis profissionais do sexo

A sessão científica será ministrada pelo assistente social e mestre em Saúde Comunitária (UFBA) Ailton Santos. O debate é organizado pelo Programa Integrado em Saúde Ambiental e do Trabalhador do ISC (PISAT).

postado por Tess Chamusca | 5:05 PM | 1 Comentários

Terça-feira, Setembro 18, 2007

Carta conclama à discussão dos direitos sexuais

No dia 24 de agosto, foi realizado na UFRJ o seminário "Saúde, direitos sexuais e reprodutivos: subsídios para as políticas públicas". Promovido por diversas entidades, dentre elas Abrasco, Abep e UFRJ, o debate teve a participação do ministro da Saúde José Temporão e de representantes do IBGE, Fundação Oswaldo Cruz, universidades e ONGs.

Dentre os objetivos do evento estavam o estabelecimento de um contraponto ao fundamentalismo religioso e ao conservadorismo moral que ameaçam a garantia de um estado laico, a implantação de um planejamento familiar não coercitivo, o controle de DSTs e da AIDS e o entendimento do aborto como uma questão de saúde pública.

Como resultado do seminário, foi elaborada a Carta do Rio de Janeiro. Os posicionamentos indicados no documento foram construídos a partir da avaliação de políticas públicas e de diversas pesquisas realizadas em instituições de ensino superior no Brasil. Os organizadores do evento querem ampliar a participação da comunidade científica e da sociedade civil. Para isso, eles disponibilizaram um link para assinatura na web: (http://www.petitiononline.com/cartario/petition.html)

As pessoas que exercem sua sexualidade de maneira livre e independente por possuírem condições sociais e financeiras para tal devem lembrar que boa parte da população brasileira depende do Estado e não está sendo suficientemente atendida. Muitas mulheres têm feito abortos em situações inseguras e a AIDS está se tornando uma epidemia feminina. Leiam a carta e pensem a respeito!

postado por Tess Chamusca | 5:49 PM | 1 Comentários

Terça-feira, Setembro 11, 2007

Luz del Fuego


Mesmo antes de se tornar figura polêmica, Luz del Fuego já dava sinais de que não seria uma mulher pacata. Nasceu Dora Vivacqua em Cachoeiro do Itapemirim, cidade do Espírito Santo, em plena segunda-feira de carnaval, no dia 21 de fevereiro de 1917. Quando adolescente, passeava pela praia de calcinha e bustiê improvisado. Vejam só! Leila Diniz, na verdade, foi uma retardatária.

O Rio de Janeiro era o lugar de seus sonhos. Somente depois de um conturbado caso amoroso, um flagra na cama com o marido da irmã e duas internações em clínicas psiquiátricas (afinal ousadia e loucura sempre foram confundidas!), ela se revolta com a família e resolve viver por conta própria na cidade maravilhosa.

Já nessa época, Dora demonstrava alguma intimidade com serpentes e coreografias. Mas, se tornou dançarina ao fazer um curso na academia Eros Volúsia. Engraçado como pessoas afins acabam se encontrando. A artista que deu nome à escola também ficou famosa por seus ímpetos inovadores ao agregar traços brasileiros ao balé clássico.

“Respeitável público, com vocês a única, a exótica, a mais sexy e corajosa bailarina das Américas: Luz Divina e suas incríveis serpentes!". A grande estréia foi em 1944, no Circo Pavilhão Azul, com a companhia das jibóias Cornélio e Castorina, parceiras de toda a vida. Somente em 1947, surge Luz del Fuego, por conta de um conselho estratégico: nome estrangeiro traz público. A inspiração veio de um batom argentino recém-lançado.

Luz invade o teatro e contracena com Dercy Gonçalves, Elvira Pagã (sua rival-mor), Grande Otelo, Domingos Risseto (grande parceiro) e outros. O irmão Atílio, na época senador, a enxergava como uma ameaça à sua carreira. A publicação do diário da dançarina intitulado "Trágico Black-Out", em 1947, só aumentou a aflição do político, que queimou mais da metade da edição de mil exemplares.

Sua atuação no cinema também causou furor. Luz del Fuego inaugura o strip-tease no cinema nacional ao atuar no filme Comendo de colher (1959) do diretor carioca Al Ghiu. Participou de mais uns cinco longas e foi tema de Nativa Solitária (1953), documentário feito pelo cineasta mineiro Almeida Fleming.

Vocês devem estar pensando: “Então, ela foi só mais uma vedete”. Ledo engano! Luz del Fuego trouxe o naturismo para o Brasil. Em seu primeiro livro, ela já dava umas pinceladas sobre o tema, mas foi em 1950, ao lançar “A Verdade Nua”, que descreve sua filosofia naturista. Engajada, Luz fundou e presidiu o Partido Naturista Brasileiro. E ainda seduziu o ministro da Marinha para ter a cessão da ilha de Tapuama de Dentro. Lá criou, em 1954, o Clube Naturista Brasileiro.

Domingos Risseto batizou o lugar com o nome Ilha do Sol. Na metade dos anos 50, o local já era uma das grandes atrações do Rio de Janeiro. Várias estrelas do cinema americano o conheceram: Ava Gardner, Brigitte Bardot e Steve MacQueen são algumas delas. Para entreter seus convidados, Luz fazia shows e passava documentários sobre colônias nudistas da Europa. As regras de conduta eram rígidas, nada de sexo e bebidas alcoólicas.

Nos anos 60, com a idade chegando e o dinheiro diminuindo, a dançarina perdeu a fama. No dia 19 de julho de 1967, foi assassinada pelos irmãos Alfredo e Mozart "Gaguinho" Dias. O crime foi motivado por vingança. Ela havia denunciado os dois à polícia.

Pena que uma mulher tão vanguardista tenha ficado no limbo. Ao menos os naturistas e Rita Lee reconhecem sua importância. O aniversário de Luz Del Fuego marca o Dia Nacional do Naturismo e a Rita Lee compôs uma música que tem seu nome.

Para quem quiser saber mais sobre a vida da dançarina, deixo aqui duas indicações: o livro “Luz del Fuego - A bailarina do povo”, escrito por Cristina Agostinho e o filme que tem seu nome, dirigido por David Neves e protagonizado por Lucélia Santos.

postado por Tess Chamusca | 5:31 PM | 3 Comentários

Segunda-feira, Agosto 06, 2007

Lei Maria de Penha será tema de Aula Inaugural

Quem está interessado em saber um pouco mais sobre a Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, que ganhou o nome Lei Maria da Penha, tem uma ótima oportunidade na sexta-feira, 10 de agosto, às 9 horas, na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA.

Durante a Aula Inaugural dos Programas de Pós-graduação do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher (PPGNEIM) e da Escola de Enfermagem da UFBA, será discutido o tema "Lei Maria da Penha: o Direito na Perspectiva Feminista". O debate será ministrado pela Dra. Elizabeth Garcez, advogada feminista, co-autora do Projeto de Lei.

Maiores informações: 3237-8239 (NEIM).

postado por Tess Chamusca | 2:37 PM | 0 Comentários

Terça-feira, Julho 17, 2007

Um estilo ativo de viver o corpo no mundo


“Abandonemos, por ora, o conforto e a estrutura das desgastadas organizações tradicionais - universidades e centros homossexuais - deixando pra trás o peso de seus costumes enfadonhos e restritos.” O chamado provocativo já instiga. A proposta então, é mais ousada ainda: Passar um fim de semana inteirinho imerso na cultura queer, em plena Salvador! Ah! Pra quem está cansado da pasmaceira heteronormativa da nossa cidade, o convite é irrecusável!

O Queer Punk Queer Funk será realizado a partir dessa sexta-feira, 20 de julho, na Casa Muv, que fica ao lado do Fórum Rui Barbosa, em Nazaré. A programação já começa causando: show com Nerds Attack, uma banda paulista de hardcore pró-gay, Solange, tô Aberta! e Silvia Saint vs Rocco, grupo do Rio Grande do Norte que só pelo nome, sensacional, já merece ser vista. O ingresso custa R$5,00.

Já no sábado e domingo, a entrada é livre. A partir das 16 horas do dia 21, vai rolar um debate bacana sobre a influência do queer no discurso de gênero atual. Além de exposição de fotografias, vídeo, uma intervenção urbana louquíssima e pintura de camisas. Para maiores detalhes: http://queerpunkfunk.blogspot.com/

Pra quem nem imagina que diabos é a cultura queer, vai um resumo do resumo da ópera: a teoria começa a ser discutida no fim dos anos 80 e questiona, principalmente, a heterossexualidade compulsória e sua legitimação na cultura ocidental. Para os pesquisadores queer, sexualidade e natureza não têm uma relação tão lógica. Quer saber mais? Vai lá na Casa Muv!

postado por Tess Chamusca | 1:25 PM | 0 Comentários

Quarta-feira, Julho 04, 2007

Anticoncepcional baratinho na farmácia!

Hoje, tem sido mais comum encontrar pessoas insatisfeitas com o governo Lula do que esperançosas. Sem discutir aqui posicionamentos políticos, devemos reconhecer que ao menos o Ministério da Saúde tem tomado boas iniciativas em relação ao trabalho de planejamento familiar.

Desde 25 de junho, anticoncepcionais femininos estão sendo vendidos nas Farmácias Populares e em estabelecimentos credenciados a preços até 90% mais baratos. Os tipos disponíveis são: pílulas de baixa dosagem (R$ 0,42 a cartela), contraceptivos injetáveis (R$ 1,24 a ampola de dose trimestral) e mini-pílulas para uso durante a lactação.

Para ter acesso ao benefício, a mulher deve apresentar receita médica e CPF. Detalhe importante: Quem possui plano de saúde também tem direito! Além disso, o governo federal anunciou que facilitará a realização de vasectomias pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Sabatinado pela Folha de São Paulo na semana passada, o ministro José Gomes Temporão afirmou que a pílula do dia seguinte também será utilizada.

Para que a população tenha acesso aos anticoncepcionais, há de se pensar também em dinamizar o atendimento médico (senão a gravidez chega antes da receita) e em políticas de comunicação que tornem as medidas preventivas verdadeiramente conhecidas!

postado por Tess Chamusca | 8:17 AM | 1 Comentários

Segunda-feira, Junho 18, 2007

A UFBA é do babado!

Aproveitando a proximidade do dia do Orgulho GLBT (28 de junho), o Grupo Kiu - Coletivo Universitário pela Diversidade Sexual - promove a partir de hoje, na UFBA, o evento Universidade Fora do Armário. A ótima iniciativa conta com debates, shows, peças teatrais, exposição de fotografias e de filmes, que ocorrem nas unidades de Comunicação, Teatro, Belas Artes, Dança, Direito, Educação, Filosofia e Ciências Humanas.

Dentre os temas de discussão figuram homoerotismo, invisibilidade lésbica, transgêneros e iniciativas parlamentares voltadas à população GLBT. Confira a programação completa na comunidade Universidade Fora do Armário e não perca a oportunidade de discutir e refletir sobre a diversidade sexual!

postado por Tess Chamusca | 8:59 AM | 1 Comentários

Terça-feira, Junho 12, 2007

Sexo faz bem!

No dia dos namorados, não há nada melhor do que ler uma lista de bons motivos para fazer sexo! Então, vamos lá!

1. Praticar sexo algumas vezes por semana reduz a probabilidade de ataques no coração.

2. Durante a
atividade sexual, queima-se de três a dez calorias por minuto, em uma média de 100 a 150 calorias por relação! Qual exercício físico pode ser mais prazeroso?!

3. Quem tem uma vida sexual ativa mantém o sistema imunológico sempre alerta.

4. Mulheres: ao melhorar a circulação sanguínea, o sexo ajuda a derrotar a celulite.

5. Homens: a ejaculação elimina elementos cancerígenos que se acumulam no fluido seminal. Isso reduz a incidência de câncer na próstata!

6. Pessoal da terceira idade: para ter uma vida saudável, sexo é fundamental. (Não é porque o ritmo é outro que vocês vão deixar de se divertir!)

7. Grávidas: sexo não machuca a criança! Pelo contrário, exercita os músculos pélvicos, mantendo-os firmes e flexíveis para o parto. E vocês ainda tem um plus. A corrente sanguínea aumenta na região pélvica, fazendo com que a genitália feminina fique mais sensível ao estímulo sexual.

8. Muita gente já deve ter ouvido falar que, durante a atividade sexual, a tal da endorfina é liberada. E sabe o que ela faz? Afeta mecanismos cerebrais que controlam o humor, a resistência ao estresse e, principalmente, as sensações de prazer.

E aí, estão esperando o que? Have fun!

postado por Tess Chamusca | 9:32 AM | 1 Comentários

Segunda-feira, Junho 04, 2007

Que tal lembrarmos que a prostituta é uma mulher?


A prostituta nunca ocupou um lugar digno na sociedade. As artes até lhe concederam certo glamour, mas sua função sempre foi realizar uma espécie de equilíbrio sexual dos povos. Ela, pessoa vulgar e despudorada, era a única que podia conter os desejos masculinos mais escusos, algo impensável para uma "boa e casta esposa". O movimento feminista deu uma ajudinha: vender prazer significava reafirmar a supremacia dos homens.


Por causa da vida sexual atribulada, as prostitutas também ganharam a fama de disseminadoras de doenças venéreas. Os primeiros estudos sobre a profissão, feitos no século XIX, durante a epidemia de sífilis na Europa, serviram apenas para reforçar o estigma: meretrizes são criaturas contagiosas. Era preciso reprimi-las para preservar a saúde dos homens e de seus familiares. Daí veio a Aids e o lugar garantido na lista dos grupos com comportamento de risco. E em nome do bem-estar da população, até hoje governos mantêm políticas higienistas que não respeitam a cidadania de profissionais do sexo.


O preconceito persiste, mas as prostitutas já não se consideram vítimas do sistema patriarcal. O que se vende são fantasias e jogos eróticos e não corpos, esse é o atual discurso das militantes. Marilene Silva, baiana de 35 anos com 23 de prostituição (sim, ela começou ainda adolescente) faz questão de dizer que a atividade foi uma escolha sua: “Já tive oportunidade de ter outros empregos, mas não quero. Trabalho a hora que desejo, não tenho do que reclamar”. Também é preciso desmistificar alguns detalhes! Essas mulheres não são máquinas de fazer sexo. Durante alguns programas, só escutam o desabafo de maridos frustrados ou inseguros e criam laços de afetividade com clientes mais carinhosos, que chegam a ser fiéis (!) por anos.


Mas, a prostituição exige custos que vão de repressão policial e agressões de alguns clientes à necessidade de esconder a profissão para a família e dificuldade de acesso ao sistema público de saúde. Gabriela Taylor, cearense de 29 anos que se prostitui aqui em Salvador há quatro, vê a atividade como uma ocupação temporária: "As pessoas não respeitam a gente. Já tive que fazer um programa com uma arma na cabeça e sem ganhar nada. Não pretendo fazer isso minha vida inteira. Quero ser dançarina e já estou dando aulas particulares".


Existe um aspecto que vai além da polêmica que a atividade causa: Não é porque vivenciam sua sexualidade de modo diferenciado que prostitutas não podem ser mães, esposas, filhas... Como toda mulher, elas vão pra casa depois do trabalho e lidam com a rotina doméstica. É porque esquecem da vida privada das profissionais do sexo que os programas de saúde e prevenção do governo podem acabar falhando. Apesar de impor a obrigatoriedade da camisinha na profissão, em nome do afeto, como grande parte das mulheres "comuns", as prostitutas se descuidam quando fazem sexo com seus parceiros fixos.


No post abaixo, explico um pouco das políticas governamentais e legislações direcionadas para prostitutas. Creio que o esclarecimento é sempre um grande passo para a diminuição do preconceito!

postado por Tess Chamusca | 9:48 AM | 5 Comentários

Sábado, Junho 02, 2007

Entenda as políticas e legislações para prostitutas

No Brasil, a categoria profissional do sexo é reconhecida pela Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), do Ministério do Trabalho. E no início de 2005, foi assegurado às prostitutas o direito à aposentadoria, através da contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Mas, o código penal brasileiro pune todo aquele que contribui, incentiva ou retira algum proveito do negócio sexual. Dessa forma, a prostituição não é crime e sim o seu gerenciamento. A política abolicionista é também utilizada em países como Canadá, Tailândia e Inglaterra. É chamada assim porque a garota de programa é vista como uma pobre coitada que precisa ser libertada de seu cafetão. Hipocrisia pura! Se ela trabalha em um bordel, não pode fazer uma reclamação trabalhista contra a chefa. Já a colega de profissão, funcionária de uma suposta casa de massagem, tem direito.

No regulamentarismo, caso da Alemanha, Uruguai, Equador e Bolívia, a atividade é reconhecida, mas passa a ser controlada de perto pelo governo. Qualquer desobediência às condições impostas resulta em punição. Assim, prostitutas alemãs devem apresentar atestados médicos assegurados pelo Estado aos seus clientes, e equatorianas só podem batalhar em bordéis cadastrados. Mas, ainda que tenha desvantagens, a regulamentação traz benefícios como a possibilidade de fazer contratos de trabalho e seguridade social, incluindo aposentadoria.

Há também nações proibicionistas em que a prostituição é considerada crime. Os Estados Unidos são o exemplo mais notório. As prostitutas militantes defendem o reconhecimento legal, que traz o regulamentarismo sem as exigências que não respeitam a cidadania delas. Com a legalização, as garotas de programa tornam-se profissionais responsáveis por sua opção, com todos os direitos e deveres que qualquer outro trabalhador possui. Aqui no Brasil, as discussões a respeito do reconhecimento legal ganharam proporções desde que Fernando Gabeira apresentou seu projeto de lei 98/2003 ao Congresso. Nele, o deputado defende a garantia dos direitos das prostitutas.

postado por Tess Chamusca | 4:03 PM | 0 Comentários

Quinta-feira, Maio 24, 2007

Dia de luta contra a homofobia

O Dia Internacional de Combate à Homofobia foi na última quinta-feira, 17 de maio. Vamos lá, esqueçam por uns instantes o imediatismo histérico da internet e continuem lendo! Muita gente não dá a mínima importância, mas o preconceito contra homossexuais ainda é intenso em diversos cantos do mundo. Prova disso é o relatório publicado pela Associação Internacional de Gays e Lésbicas (ILGA), com leis de 85 países integrantes das Nações Unidas, que criminalizam relações sexuais entre adultos do mesmo sexo.

Em Cingapura, por exemplo, quem tiver "relação sexual tida como contra a ordem da natureza com qualquer homem, mulher ou animais, será punido com prisão perpétua, ou com uma prisão que pode exceder a dez anos". Já em Guiné-Bissau, o Código Penal de 1886, herdado dos portugueses, é mantido até hoje e possui medidas de segurança para pessoas que praticam os tais atos tidos contra a natureza. Elas são mandadas para acampamentos com regime de trabalho forçado.

Respeitar as minorias e suas escolhas significa respeitar os direitos humanos. É impressionante como a intolerância ao que é diferente está enraizada nesses países e o que é pior, fundamentada, em vários casos, por crenças religiosas. Vale a pena dar uma olhada no relatório e, é claro, divulgá-lo.

postado por Tess Chamusca | 6:13 PM | 2 Comentários

Segunda-feira, Maio 21, 2007

Como lidar com o stress do divórcio


O sonho de compartilhar cama, geladeira e controle remoto ainda habita a mente de muitos brasileiros. De acordo com o IBGE, 1,6 milhão de pessoas se casam por ano! Mas, poucos matrimônios têm se tornado exemplos de longevidade e respeito. No final das contas, a maioria dos casais logo se depara com o divórcio e todo o stress que o acompanha.

A palestra Separação e divórcio: o que não fazer depois..., que será promovida pelo Centro Transpessoal de Expressão e Criatividade (Religare) nesta quarta-feira, 23 de maio, às 19h30, pode ser um bom começo para quem está passando por esse complicado processo. Durante o evento, a terapeuta Sheila Almeida dará dicas de como lidar com os transtornos causados pela separação. Dentre eles, problemas com os filhos, trabalho e diminuição da auto-estima.

A Religare fica na Avenida Tancredo Neves, Edifício Esplanada Tower, 939, nas salas 1101 e 1107, Caminho das Árvores. A entrada é franca. Maiores informações: 3341-8855.

postado por Tess Chamusca | 11:56 AM | 0 Comentários

Quinta-feira, Maio 10, 2007

Duas notícias sobre HPV

Um estudo internacional, divulgado no dia 9 de maio, revelou qua a primeira vacina contra o papilomavírus humano (HPV) é 98% eficaz e não representa riscos, já que ocorreram poucos casos de efeitos colaterais severos. A pesquisa envolveu mais de 12 mil mulheres com idades entre 15 e 26 anos, não infectadas pelo papilomavírus, em uma dezena de hospitais de 13 países.

De acordo com os autores do estudo, que foi publicado hoje no New England Journal of Medicine, a vacina Gardasil permite o desenvolvimento da imunidade contra quatro cepas (linhagens) do HPV (6, 11, 16 e 18). As duas primeiras causam 90% das verrugas no ânus e órgãos genitais.
O câncer de útero é o segundo câncer mais letal entre as mulheres, matando 240 mil no mundo por ano. Mulheres, não descuidem da visita à ginecologista!

Bem, a outra notícia é ruim. Um estudo também publicado hoje no New England Journal of Medicine prova um elo entre o HPV e um tipo raro de câncer de garganta. Cientistas da Universidade Johns Hopkins, em Maryland, EUA, estudaram cem homens e mulheres recém-diagnosticados com a rara doença e descobriram que a cepa 16 do HPV foi encontrada em 72% dos tumores.

Os pacientes cujas amostras de sangue ou saliva indicaram infecção anterior por HIV se revelaram 32 vezes mais propensos a desenvolver o câncer orofaringeal, que atinge a garganta, as amídalas e a parte posterior da língua. Mas uma das autoras do estudo, Maura Gillison, diz que não há motivo para pânico: "As pessoas deveriam ser tranqüilizadas, sabendo que o câncer orofaringeal é relativamente incomum e que a maioria esmagadora das pessoas com infecção oral por HPV provavelmente não desenvolverá câncer de garganta".

postado por Tess Chamusca | 4:36 PM | 1 Comentários

Sexta-feira, Maio 04, 2007

Veneno da aranha pode dar origem a Viagra natural


Em 2005, pesquisadores brasileiros e chilenos descobriram que homens picados por viúvas-negras tinham uma ereção involuntária, além de taquicardia e suor demasiado. Eu postei aqui, pode dar uma olhada lá embaixo!

Pois bem, eles descobriram que o mesmo acontece com a aranha armadeira (Phoneutria nigriventer). A toxina TX2-6, responsável pela reação, foi isolada pelos cientistas e injetada em ratos para análise de efeitos colaterais. O objetivo é desenvolver um remédio contra impotência. Os pesquisadores brasileiros estão realizando demais testes na Medical College of Georgia, Estados Unidos e o estudo deve ser publicado daqui a um mês.

Fonte: Folha Online

postado por Tess Chamusca | 11:33 AM | 1 Comentários

Terça-feira, Maio 01, 2007

Menores travestis aparecem no Fantástico

"E veja também: uma vergonha nacional, garotos trocam de sexo para se prostituir em São Paulo". A chamada sensacionalista, exibida no Fantástico do último domingo, me deixou com uma pulga atrás da orelha. Passadas duas horas de programa (que sabiamente ocupei assistindo o documentário Vinícius), vi a reportagem feita pela equipe do quadro Profissão Repórter, liderado pelo jornalista Caco Barcellos.

A denúncia era: Garotos menores de idade, nascidos em Belém do Pará, que já se prostituiam travestidos em sua cidade natal, estão sendo aliciados por cafetinas para trabalhar nas ruas de São Paulo. Uma vez que eles viajam (em muitos casos, sem o conhecimento dos pais), as promessas de dinheiro fácil e realização pessoal dão lugar à exploração e constantes ameaças.

A matéria nos mostra que a esperança de ter mais clientes leva esses meninos a injetarem silcione industrial em seus corpos, através de esquemas clandestinos. Como se não bastassem todos esses riscos, o programa feito nas ruas ou em carros deixa-os expostos a clientes desonestos e violentos. As brigas motivadas pela falta de pagamento as vezes acabam em morte. É o que ocorre com o menor Everson, cujo enterro é exibido, finalizando a matéria.

Confesso que enquanto os créditos subiam, eu permaneci olhando para a tv, dividida. É claro que a chamada, com informações incorretas, me irritou. Nenhum dos garotos citados trocou de sexo, até porque tal ato não é uma implicação do travestismo. Mas, por outro lado, reconheço que ter um espaço no Fantástico para falar da situação de marginalidade em que travestis se encontram é uma vitória. Principalmente, porque foram mostradas a dor e o perigo a que eles se submetem quando injetam silicone industrial.

Até concordo com o clima meio catastrófico da matéria, afinal são menores de idade que estão sendo explorados. Contudo, ainda me preocupa a concepção do travestismo como atividade, segundo a qual pessoas tornam-se travestis apenas com o intuito de se prostituirem. Não é bem assim, na maioria das vezes, além dos salões de beleza, a rua é o único lugar onde elas são aceitas, já que fazem parte das fantasias sexuais do muitos homens casados.

É interessante notar como os exemplos de transgêneros bem sucedidos que vem à mente são transexuais e não travestis. Bibi Andersen, Roberta Close... Tem tudo a ver com querer "entrar na linha", pois mesmo trocando de sexo, transexuais querem ser mulheres e homens "comuns". Mas a travesti não, ela quer ter peitos e pênis! Quando será que estaremos prontos para conviver com tamanha revolução?

postado por Tess Chamusca | 12:32 PM | 1 Comentários

Terça-feira, Abril 24, 2007

O que a cerveja tem a ver com o câncer de mama?


Má notícia para as adeptas da cervejinha no fim de semana. De acordo com pesquisadores dinamarqueses do Centro de Pesquisa do Álcool, mulheres que bebem o equivalente a duas garrafas de vinho nos sábados e domingos, mais do que dobram suas chances de desenvolver câncer de mama.

O estudo feito pela instituição analisou cerca de 17 mil enfermeiras com mais de 44 anos de idade e foi publicado na revista especializada European Journal of Public Health. Os cientistas dinamarqueses explicaram que o consumo alto de álcool pode aumentar os níveis de estrogênio, um hormônio associado ao desenvolvimento de câncer de mama.

Mas então, porque a atenção dobrada com os finais de semana? O risco é maior quando as bebidas são consumidas em um espaço concentrado de tempo, como acontece aos sábados e domingos. Entre as mulheres analisadas, mais de 25% ultrapassaram a quantidade recomendada de consumo de bebidas por semana (14 unidades). A pesquisa concluiu que o risco de câncer de mama aumenta 2% com cada bebida adicional consumida, mas esse número sobe para 4% nos finais de semana. A unidade de bebida utilizada foi uma garrafa pequena de cerveja ou uma taça de vinho.

Fonte: BBC Brasil

postado por Tess Chamusca | 4:19 PM | 5 Comentários

Segunda-feira, Abril 23, 2007

As mais variadas categorias pornográficas na net

O numeroso acesso da população mundial à conteúdos eróticos pela internet não é novidade para ninguém, mas o que ainda causa curiosidade (ou perplexidade em alguns) é a segmentação dos temas. Quem navega em sites eróticos tem à sua disponibilidade uma lista de indicadores que englobam desde inocentes espiadas em mulheres trocando de roupa até um chocante fist-fucking!

Vejam só quantas categorias:

Amateurs (amadores): casais atuam de modo pouco profissional e são filmados em cenários caseiros.
Anal: sexo com penetração anal.
Ass: mulheres exibem o ânus.
Asian pussies: asiáticas mostram suas vaginas.
Bigtits: garotas com seios enormes.
Cheerleaders: garotas vestidas de torcedoras de times de futebol americano e de beisebol fazem striptease.
Ebony: negras fazem sexo com negros.
Fats: mulheres muito gordas fazem sexo ou se exibem.
Fisting-fucking: penetração do punho na vagina ou no ânus.
Fucking machines: mulheres se masturbam com uma espécie de vibrador.
Gays: sexo entre homossexuais masculinos.
Housewives: mulheres com aparência de donas-de-casa se exibem em cenários domésticos como cozinha ou banheiro.
Huge loads of cum: garotas recebem jatos de sêmen no rosto.
Inter-racial: sexo entre brancos e negros.
Latinas: mulheres mestiças de origem indígena.
Leg & foot fetiches: homens reverenciam garotas com o sapato sobre eles.
Lesbians: sexo entre homossexuais femininas.
Mature: mulheres entre 50 e 80 anos se despem ou fazem sexo com homens jovens.
Orgy: geralmente, dois homens e uma mulher fazem sexo. Há também a variação Party, com um grupo grande em um bar ou casa.
Pregnant: mulheres grávidas se exibem ou fazem sexo.
Sado: cenas de sadomasoquismo em que mulheres são amarradas e surradas (de mentirinha) por sádicos. Tem uma categoria parecida que chama Sex slaves.
Shemales: travestis, passivas ou ativas, transam com homens.
Spanking: mulheres ou homens praticam sexo com marcas de golpes, geralmente nas nádegas.
Teens: garotas (ninfetas) nas mais variadas atividades eróticas.
Vouyers: o ponto de vista de alguém que espia uma mulher no banheiro, trocando de roupa, ou subindo escadas.
Zoofilia: mulheres são penetradas por animais, geralmente cavalos ou cachorros.

postado por Tess Chamusca | 11:48 AM | 1 Comentários

Terça-feira, Abril 10, 2007

Vacina para Aids pode vir dos próprios soropositivos!

Cientistas franceses estão investigando soropositivos que não desenvolveram a doença, com o intuito de criar uma vacina para o HIV. Mesmo tendo sido diagnosticadas a mais de dez anos, essas pessoas (que representam menos de 1% dos portadores do vírus) conseguem viver bem e sem tratamento, contando apenas com seu sistema imunológico.

O que elas têm em especial? Os pesquisadores descobriram que os linfócitos T CD8 dos pacientes identificam e matam rapidamente suas próprias células CD4 infectadas pela aids. Embora permaneçam soropositivos porque continuam a produzir anticorpos contra o HIV, a infecção é imperceptível e nenhum tratamento, necessário. Os mecanismos desse processo ainda precisam ser descobertos. O objetivo agora é obter, através de métodos de estimulação do sistema imunológico, os linfócitos T CD8 com o mesmo perfil.

Passada essa primeira etapa, os cientistas pretendem buscar os marcadores genéticos no genoma de seus pacientes para encontrar a chave contra a doença, apesar de os soropositivos continuarem sendo contagiosos.

Manja de francês? Então lê a matéria mais detalhada, disponível no portal do Le Figaro

postado por Tess Chamusca | 11:16 PM | 1 Comentários

Sábado, Abril 29, 2006

Bom papo não garante paixão no primeiro encontro!



Quer saber quais situações seriam mais apropriadas para as pessoas se apaixonarem? Acredita que não se pode teorizar sobre tais coisas? Pois bem, a revista New Scientist publicou esta semana um estudo sobre ações que podem indicar que você gostou de alguém no primeiro encontro.

Para os que acham que só um bom papo é o suficiente, a pesquisa surpreende. Segundo a publicação, estima-se que quando você conhece um estranho, a impressão é baseada 55% em sua aparência e linguagem corporal, 38% em seu estilo de fala e só 7% no que realmente você diz. Aí vão algumas dicas:

Linguagem corporal: Adotar uma nova postura e espelhar-se na postura do outro pode criar um sentimento de afinidade. Você pode sincronizar seus movimentos com o do outro, em uma "dança gestual". É aconselhável ainda aumentar suas posturas de feminilidade e masculinidade, como colocar as mãos nos bolsos com os cotovelos abertos para aumentar o volume dos ombros.

Experiências de medo conjuntas: Encontrar uma pessoa em situação de medo pode aumentar os sentimentos românticos entre ambas as partes. Isto porque há uma grande conexão entre ansiedade e atração. De acordo com um estudo intitulado "ponte instável", realizado pelos psicólogos Arthur Aron e Don Dutton nos anos 70, homens que encontram mulheres em pontes frágeis tendem a achar o encontro mais romântico e sedutor do que os que conhecem mulheres em pontes seguras. O mesmo vale para casais que se conhecem depois de assistir a um filme de terror - a atração é maior do que depois de uma película calma.

Compartilhar uma piada: Uma experiência que o faz rir cria sentimentos de proximidade entre estranhos. Um clássico exemplo foi detectado pelos experimentos realizados pelos psicólogos americanos Arthur Aron e Barbara Fraley, em que estranhos fazem atividades como aprender passos de dança. Um da dupla usa uma venda nos olhos e o outro segura uma porção de palha na boca para distorcer a voz. Pode parecer estranho, mas o amor e a risada podem andar juntos.

Usar a trilha sonora certa: Psicólgos da Universidade do Estado de North Adams, em Massachusetts, provaram que o rock pode alimentar um romance. Mulheres avaliaram na pesquisa que homens parecem mais atrativos ouvindo um rock leve, comparados aos homens que ouviam músicas de jazz contemporâneo ou nenhum som.

Usar poções: Um spray nasal contendo ocitosina pode fazer as pessoas confiarem em você, mas ainda não há comprovações de que isto pode fazer alguém se apaixonar. Drogas ilegais como cocaína e anfetamina podem também simular a euforia de uma paixão aumentando os níveis do nerutransmissor dopamina, mas estas práticas não são aconselháveis. Este neurotransmissor pode ser aumentado legalmente na prática de exercícios físicos.

Observar a pessoa nos olhos: Já é sabido que um contato visual pode carregar emoção. Mas agora psicólogos comprovaram o real poder desta ferramenta. Quando estranhos são convidados a olharem-se nos olhos, seu sentimento de proximidade é maior que quando eles seguram a mão um do outro. Neurocientistas provaram ainda que olhar outra pessoa nos olhos ativa regiões do cérebro ligadas a recordações.

Obs: As informações foram retiradas do portal Terra.

postado por Tess Chamusca | 10:53 AM | 0 Comentários

Quinta-feira, Abril 13, 2006

Programa Nacional de DST/AIDS pode entrar em colapso

Há um tempo foram transmitidas algumas matérias na tv, falando sobre a falta de remédios contra a AIDS nas unidades de saúde do país, o que poderia comprometer o tratamento dos soropositivos. Pois bem, o sanitarista Pedro Chequer, ex-diretor do Programa Nacional de DST/AIDS deixou o cargo há duas semanas e afirmou que o programa pode entrar em colapso se o país não se tornar autosuficiente na produção de remédios para a doença.

Para Chequer, ao contrário do que dizem Humberto Costa e Saraiva Felipe, ex-ministros da Saúde, o Brasil tem condições de produzir os remédios assim que ocorrer a quebra de patentes. Para isso, bastaria a colaboração entre laboratórios públicos e privados.

O governo foi derrotado ao tentar quebrar as patentes dos anti-retrovirais que compõem o coquetel do tratamento. De acordo com o sanitarista, a crise política acabou fazendo com que a licença compulsória fosse engavetada.

O programa é considerado modelo mundial mas segundo ele, dentro de dois ou três anos poderá sofrer restrições. Os custos da produção de genéricos no país tem custos elevados porque a demanda mundial pela matéria-prima é grande. Chequer argumenta que o Brasil já tem condições de produzir a matéria-prima, o que tornaria o programa menos dispendioso.

Os acordos realizados pelo governo com os laboratórios foram criticados pelo sanitarista . E a declaração de utilidade pública do remédio Kaletra, fabricado pela Abott, feita ano passado, não passou de ameaça para ele.

postado por Tess Chamusca | 5:43 PM | 0 Comentários

Casos de estupro crescem em Salvador

Só nos primeiros três meses deste ano, 79 pessoas registraram queixa nas delegacias de polícia da cidade. Em relação a 2004, os casos de violência sexual aumentaram 19% no ano passado. Os casos registrados passaram de 273 para 325.

De acordo com a delegada Juceli dos Santos, da Delegacia de Atendimento a Mulher, o que tem dificultado o processo de identificação dos estupradores é a utilização de camisinha, comportamento atualmente adotado pelos criminosos.

Na maioria das vezes, os culpados são familiares e conhecidos. No ano passado, 73% dos casos atendidos no Viver, órgão criado pela Secretaria de Segurança Pública para dar apoio às vítimas da violência sexual, se encaixavam nesse perfil.

Sabemos que este problema remete a um sistema patriarcal que já existe há séculos e que justifica comportamentos violentos perante a mulher, mas o primeiro passo é ter coragem de denunciar os culpados!

Delegacia de Atendimento a Mulher : 3245-5481
VIVER: 0800 284 2222

postado por Tess Chamusca | 1:08 PM | 0 Comentários

Sexta-feira, Abril 07, 2006

Sexo vira moeda de troca

Nos Estados Unidos (país referência em bizarrices sexuais!), pessoas estão anunciando em jornais a troca de aluguel de imóveis por sexo! Leiam a matéria! É no mínimo, inusitado.
Matéria: Estadão

postado por Tess Chamusca | 4:02 PM | 0 Comentários

Domingo, Março 12, 2006

Aprosba irá comandar uma rádio FM

Finalmente retornei depois de meses de marasmo! Me mostraram esta notícia e achei que valia a pena colocar aqui.

A Associação de Prostitutas da Bahia (Aprosba) vai administrar uma rádio FM que funcionará em um casarão no Pelourinho. O grupo conseguiu a concessão através de um convênio com o Ministério da Cultura. Como as integrantes da Aprosba não têm experiência na área, serão contratados técnicos e locutores. As portas também estão abertas para voluntários!
>> Folha

postado por Tess Chamusca | 8:58 PM | 0 Comentários

Terça-feira, Outubro 18, 2005

Sexo anal não é mais tabu

Nas rodas de discussão mais apimentadas, o sexo anal costuma ser um grande tabu. Não são todos, em destaque as mulheres, que se sentem a vontade para falar sobre o assunto. Mas estive reparando que ultimamente, alguns veículos de comunicação têm se sentido a vontade para discutir o tema. Em pouco mais de um mês li duas matérias bem descontraídas sobre o assunto, publicadas nas revistas Playboy e Nova Cosmopolitan. E a notícia que li na Folha Online indica uma maior aceitação do que dizem ser a preferência nacional (opa, masculina hein!). A Prudence Plus, fabricante de camisinhas e gel lubrificante, fez uma pesquisa com mulheres paulistanas sobre hábitos sexuais femininos e descobriram que elas perderam a timidez e já vão à farmácia para comprar lubrificantes (com esse intuito) sem maiores problemas!

Ótimo sinal hein! A existência cada vez maior de mulheres bem resolvidas com a sua sexualidade é um fato honroso e digno de comemoração!!

Saibam maiores detalhes na matéria publicada na: Folha
Ops! A pauta está meio fria mas vale a pena :)

postado por Tess Chamusca | 6:44 PM | 0 Comentários

Domingo, Outubro 09, 2005

Cientistas criam vacina contra HPV

Estava ficando triste de ver o blog tão vazio com tantas notícias para dar... Como meus encontros com computadores têm sido bem furtivos, decidi colocar links para as matérias em vez de escrevê-las. É temporário!! Pelo menos mantenho isso aqui atualizado!

Bem, tenho uma ótima notícia para dar! Uma vacina contra o vírus HPV foi desenvolvida nos EUA e depois de um grande teste clínico, mostrou 100% de eficácia! Leiam a matéria no link!
Até mais!
>> Folha UOL

postado por Tess Chamusca | 7:48 PM | 0 Comentários

Terça-feira, Setembro 13, 2005

Quando o gozo vira uma odisséia...

Oi pessoas! Olha, é a primeira vez que coloco um texto literário. É um continho desavergonhado e cômico. Comentem por favor!!

Depois de mostrar que seu mundo era também feito de seríssimas divisões territoriais, deitou-se esperando nada além de sono partilhado em camas separadas. Despistadas as reações extremas, quando se deu conta, já estava nua, rosto e seios imprensados contra a parede e os quadris empinados, recebendo enérgicas estocadas. A essa altura, o quarto já pegava fogo. Se engalfinharam de pé em cima da cama, encostados no guarda-roupa, no cantinho da parede, jogados no chão e voltaram pra cama deitados (dessa vez não deixaram as velas da prateleira caírem direto nos olhos dela!).

Perdeu a conta de quantos orgasmos e horas se passaram enquanto os dois estavam no in-out, mas nada do tão esperado gozo masculino. Então veio a mente o velho Bukowski sentenciando: se quiser beber não foda, se estiver a fim de dar uma (se forem várias então...) largue a garrafa! Ela tinha aprendido o ensinamento e terminou sua noite com elegância, bebendo um capucino. Já ele...

Dadas as circunstâncias, resolveu cair de boca. Já sabia há um tempinho que sem alma e com camisinha, não se chupa um chicabom. Finalmente os filmes pornôs mostraram sua utilidade! Colocou em prática todas as técnicas detalhadamente observadas. Ainda assim, parecia que ele não ia gozar nunca. Como os homens são muito zelosos com o seu instrumento e as mulheres bem versáteis, a solução foi recorrer ao 5 contra 1 acompanhado de gelo. Ahhh, toda uma engenharia refinadíssima foi criada: na mão esquerda, o gelo gotejando calmamente o dito cujo, já a direita fazia movimentos delicados (os urologistas recomendam que não se aperte muito o coitadinho).

E eis que ela escuta a bendita frase: Deita... Deita vai, vou gozar em cima de você. Já nem lembrava que o melhor a fazer era mirar direitinho para evitar acidentes (uma amiga quase ficou cega...) Quando o orgasmo resolveu chegar, tal qual Neo se esquivando dos tiros, ela usou o reflexo para escapar do esperma que seria lançado contra seu rosto (alguém já calculou a velocidade disso?!). Gargalhando, ele ligou a luz para descobrir a trajetória do líquido supersônico. Incrivelmente, tinha alcançado a bochecha dela, os cabelos recém lavados e um casto exemplar da National Geographic! Como se não bastasse, já furiosa ao ver a capa da revista (tinha a coleção inteira. Nem filhos seriam tão bem cuidados!) foi premiada com uma gotinha que escorreu pelo cogumelo da bomba atômica e foi parar no seu lábio inferior. Daí em diante, trocaram afetos: “Caralho, você deixou isso cair na minha boca”. “Porra, para de falar que vou morrer de tanto rir”, E assim, o amor se fortaleceu em mais uma de suas facetas...

postado por Tess Chamusca | 12:41 PM | 0 Comentários

Quarta-feira, Agosto 17, 2005

Salvador tem maior incidência de HTLV no Brasil

Oi meus queridos! Calma, sei que um mês se passou e nada foi escrito aqui durante todo esse tempo... Um desconto por favor, eu estava aproveitando as pseudoférias de duas semanas. Mas estou de volta e mais empolgada do que nunca com o Gritos e Sussurros. Só uma coisinha: se tiverem sugestões de posts ou saibam de eventos, filmes ou livros interessantes registrem aqui! Não sejam tão tímidos, afinal é o meu único jeito de saber da existência de vocês.

Agora vamos ao que interessa. A notícia que tenho para dar ( na verdade, postar um link) não é muito boa... Segundo uma pesquisa da Fiocruz, Salvador tem a maior incidência de HTLV, vírus pertencente ao grupo do HIV, no Brasil. Leiam a matéria com atenção e não esqueçam de usar camisinha hein!!!
>> Folha

postado por Tess Chamusca | 5:30 PM | 0 Comentários

Terça-feira, Julho 12, 2005

Judeus ortodoxos têm vocabulário próprio para falar de sexo

Os judeus ortodoxos têm um vocabulário tão específico para falar de relações sexuais que a sexóloga Guila Brunes teve a idéia de desenvolver um dicionário. De início, a criação visa atender os médicos que não entendiam o modo pelo qual os seus pacientes se referiam à impotência ao marcar consultas.

Isso porque antes do surgimento dos remédios, a disfunção erétil era tabu entre os “Temerosos de Deus”. Uma das empresas fabricantes chegou a organizar cursos para sexólogos e médicos com a pretensão de fazê-los compreender a linguagem dos ortodoxos.

As expressões utilizadas por eles têm suas origens na lei judaica, mas como também acontece com os idiomas, o cotidiano enriqueceu o vocabulário. O pênis, por exemplo, é chamado de “pincel” enquanto o órgão sexual da mulher é conhecido com “o lugar” ou “telefone”. “Fazer as pases” e “como um pincel no telefone” se referem ao ato sexual.

Acho fantástico como o sexo pode interferir na linguagem, seja se adequando às pressões conservadoras ou ampliando o repertório de palavras quando quebra tabus. Discutiremos isso melhor em outra oportunidade!

postado por Tess Chamusca | 6:16 PM | 0 Comentários

Visita à livraria: autobiografias sexuais!

Vida Sexual De Catherine M.
Catherine Millet
Editora Ediouro
O livro de Catherine causou furor no mundo por se tratar de uma biografia sexual minuciosa e tórrida de uma respeitada crítica de arte. Mas não espere muita animação nos escritos, ela conta sobre sua movimentada vida sexual em bares, clubes privados e beiras de estrada como se fizesse um relatório médico. As descrições detalhadas das cenas de sexo desvinculado de laços sentimentais são acompanhadas de fotos pouco reservadas.


Desclandestinidade: um Homossexual Religioso Conta a Sua História
Pedro Almeida
Editora GLS
Pedro relata a experiência de assumir a sua homossexualidade mesmo tendo recebido uma educação conservadora dos pais. O autor também fala de questões profissionais e amorosas, do quanto foi difícil manter um relacionamento com o filho do presidente da Legião da Boa Vontade e como isso quase arruinou sua carreira. Enfim, um retrato do que os homossexuais vivem ao revelar sua orientação sexual.

Diário de Uma Dominadora
Mônica Uriel
Editora GLS
O livro, escrito por uma prostituta, trata do quão variadas podem ser as fantasias sexuais, sejam elas mais simples, inusitadas ou bizarras. Além de relatos da própria Mônica, traz também depoimentos de clientes. Bem, fantasias sexuais sempre despertam curiosidade e um livro escrito por alguém que tem conhecimento de causa, lidando com desejos inesperados a cada noite parece muito enriquecedor para os que se interessam pelo assunto.

postado por Tess Chamusca | 5:22 PM | 0 Comentários

Como discutir sexo na TV?


O sexo transita pela programação das emissoras brasileiras, ninguém discute, é um assunto que vende. Mas ele sempre está na superfície, seja em cenas bem apimentadas das novelas ou nas mulheres rebolando com roupas ínfimas em programas de auditório. O público da tv nacional quase não tem a oportunidade de ver o sexo sendo discutido abertamente na tela. O Ponto Pê, transmitido pela MTV das 22 às 23 horas, todas as sextas, tenta preencher esta lacuna.

A apresentadora Penélope Nova inicia o programa realizando uma enquete. Os temas podem ser tão superficiais como o que fazer com uma estátua de chocolate do Elton John, exposta em um Museu de Cera londrino. Daí em diante, Penélope tira dúvidas do público deitada numa cama, ajeitando compulsivamente sua franja. Como não possui formação na área, ela conta apenas com sua experiência de vida para responder as perguntas.

Assistir ao Ponto Pê é como conversar com uma amiga mais velha e desbocada que pode ou não lhe dar conselhos sensatos. Ao ser questionada por uma garota sobre como convencer o namorado a fazer sexo a três, Penélope aconselha a telespectadora a pensar melhor, já que poderia ter ciúmes da outra menina depois. Mas recomenda a um jovem que apenas se masturbe para resolver problemas de ejaculação precoce e até considera surreal dar esse tipo de dica na televisão: "Prefiro nem pensar nisso".

Sem dúvida, o atrativo do Ponto Pê é a figura de Penélope, descolada, cheia de tatuagens, e sua "boca suja". Mas para um programa que se propõe a tirar dúvidas sobre sexo para um público jovem notadamente desinformado sobre o assunto, soa irresponsável confiar em "achismos" e em um vasto repertório de palavrões para solucionar os questionamentos. Afinal, para discutir sexualidade com desenvoltura é preciso algo mais do que simplesmente falar devassidão.

O receio de fazer algo que mais pareça um telecurso sobre sexo provavelmente habita as mentes dos realizadores do programa. Mas o sexo não precisa se resumir a entretenimento para dar certo na televisão. Um bom exemplo disso, é o programa exibido no canal fechado GNT, Falando de sexo com Sue Johanson. Em trinta minutos, a apresentadora, que só assume ter passado dos 69 anos, indica livros, tira dúvidas com precisão, clareza e senso de humor, testa a utilidade de artigos de sex shop e se despede nos deixando com a sensação de que aprendemos muita coisa.

A pretensão de abordar o sexo com seriedade é declarada por Sue desde o início do programa: "Tenho uma equipe de especialistas, um grupo para testar os brinquedinhos, e me informo todos os dias sobre sexualidade e saúde". A formação da apresentadora não deixa dúvidas de que o programa tem conteúdo. Sue é formada em Enfermagem, PhD em Relações Humanas pela Universidade de Toronto, e leciona aulas de educação sexual em escolas.

Mas ela não imprime um tom professoral ou técnico às suas falas. E tampouco assume o papel da vovó tarada. Não fala de sua vida pessoal, de possíveis proezas sexuais nem derrama palavrões, apenas acredita que com palavras diretas, a sexualidade pode ser discutida com mais facilidade: "Não chame a vagina de 'o lugar lá embaixo', chame de vagina mesmo".

Por ser uma mulher setuagenária, surpreende ao desmistificar temas dados como discutidos por jovens escritoras de livros sobre sexo, como a injeção de ânimo na vida sexual proporcionada por orgasmos simultâneos. "Esqueça isso, você perde a oportunidade de vislumbrar sua parceira se contorcendo e gemendo enquanto tem um orgasmo se você também está tendo um".

A naturalidade com que Sue recebe as perguntas e encara qualquer tipo de comportamento sexual não é um indicativo de frieza da apresentadora. Pelo contrário, o público se sente a vontade para questionar qualquer coisa, pois sabe que para ela, as fronteiras da normalidade no terreno sexual são muito mais amplas do que se imagina.

Mesmo com toda a bagagem de conhecimentos sobre sexo, Sue não mede esforços em assumir que desconhece algum assunto ao ser questionada. "O homem sente o sabor diferente ao fazer sexo oral em uma mulher que comeu comida picante?", pergunta uma mulher. Sem maiores constrangimentos, a apresentadora diz que não sabe, mas promete trazer a resposta no próximo programa, mostrando que na tv, o conhecimento sobre sexo pode ser construído a partir da união entre descontração e compromisso.

postado por Tess Chamusca | 4:30 PM | 0 Comentários

Sexta-feira, Julho 08, 2005

Casal gay paulista consegue adotar uma criança

Os homossexuais que lutam pela união civil têm um bom motivo para comemorar. Pela primeira vez no país, a justiça concedeu a um casal gay o direito de adotar uma criança.

Vasco Pereira da Gama e Dorival Pereira de Carvalho Júnior vivem juntos há 13 anos em Catanduva, interior do Estado de São Paulo. Depois dos trâmites jurídicos, necessários a qualquer cidadão (visita de um psicólogo, de um assistente social e de um promotor), o juíz de Infância e Juventude da cidade, Júlio César Spoladore Domingos, decidiu ontem por permitir a adoção com base na resolução N° 1/99 do Conselho Federal de Psicologia, segundo a qual "a homossexualidade não constitui doença, distúrbio nem perversão".

O casal já havia entrado com o pedido de adoção em 1998, mas ainda não preenchia todos os requisitos. Um deles, residir em casa própria, foi providenciado em dezembro de 2004, período em que reuniram também todas as condições necessárias à adoção.

postado por Tess Chamusca | 9:48 AM | 0 Comentários

Quarta-feira, Junho 29, 2005

Sky lança canal erótico para mulheres

Pornografia é assunto recorrente nos papos sobre as diferenças entre homens e mulheres no que diz respeito à sexualidade. Geralmente, as queixas das meninas estão ligadas à falta de criatividade dos filmes, a ausência de diálogos, enfim, ao velho entra e sai que resume boa parte do cinema pornô. Mas qual seria o tom da pornografia (ou melhor, obra erótica) feita por e para mulheres? Vocês podem conferir a resposta na SKY, que a partir de hoje distribui o canal americano Playgirl, dedicado unicamente à programação erótica para o público feminino.

O Playgirl não transmite filmes, mas curtas fantasias narradas por luluzinhas. Nas cenas de sexo explícito, as mulheres, cansadas de serem subjugadas, estão sempre por cima (não sei se literalmente...) e os corpos masculinos são privilegiados pela fotografia. A SKY fez uma pesquisa com o público em relação ao conteúdo do programa. “Elas adoraram a produção, que é mais refinada. O material não explícito não foi tão bem recebido. É um tabu achar que mulher não gosta de conteúdo mais apimentado”, afirmou o diretor de programação Ricardo Rihan.

Um detalhe curioso, o diretor explicou que assistiu dez DVDs do programa e não viu sequer uma cena lésbica. De início, o programa vai ser vendido pelo sistema “pay-per-view” em blocos de duas horas, por R$ 10. Corram para a TV meninas!!

postado por Tess Chamusca | 11:42 AM | 0 Comentários

Pfizer nega relação entre Viagra e cegueira


Vocês lembram da notinha que publiquei aqui sobre a possível ligação entre Viagra e cegueira? Caso não, procurem aqui embaixo e aproveitem para ler as outras matérias! Bem, a Pfizer informou ontem que após a realização de testes, não houve constatação de que os usuários do remédio correm mais riscos de contrair a doença.

Ainda assim, a empresa pretende de algum modo reformular o rótulo do Viagra, incluindo dados sobre usuários da droga que informaram ter desenvolvido uma doença rara da visão conhecida, nos Estados Unidos, como Naion (em inglês, neuropatia óptica isquêmica anterior não-arterítica).
A Pfizer defende a revisão da embalagem tanto do medicamento produzido por ela quanto dos similares. Por enquanto, só a alemã Bayer, fabricante do Levitra, se pronunciou afirmando que ainda não decidiu se fará alguma modificação.

postado por Tess Chamusca | 10:30 AM | 0 Comentários

Sexta-feira, Junho 24, 2005

Substância encontrada na soja pode impedir a fecundação

Se você é mais uma adepta de dietas que incluem soja no cardápio quase todos os dias e não conseguiu dispensar a cervejinha do fim de semana, talvez não conte com a visita da cegonha tão cedo. Em apresentação durante uma conferência na Dinamarca, a professora britânica Lynn Fraser informou que a soja (e todos os produtos que a contém) possui uma substância chamada genisteína, possivelmente responsável por impedir a fecundação do óvulo pelo espermatozóide. Ela provoca uma reação no esperma, "amadurecendo-o" antes da hora e em decorrência faz com que ele perca sua capacidade de fecundar.

"Não é uma questão de parar completamente de comer produtos contendo soja. Mas pode ser melhor para uma mulher evitá-los por alguns dias enquanto ela estiver ovulando", explicou Fraser ressaltando que ainda não se sabe qual quantidade de soja no organismo é necessária para impedir a fecundação. Homens não precisam deixar de consumir o produto, já que não há nada a ser fertilizado nos seus corpos.

Estudos anteriores demonstraram a existência de substâncias semelhantes no lúpulo, por exemplo, que é encontrado na cerveja. Assim, recomenda-se às bebedoras de plantão interessadas em ter filhos que diminuam as visitas ao bar!

postado por Tess Chamusca | 6:37 PM | 0 Comentários

Quinta-feira, Junho 02, 2005

9ª Parada do Orgulho Gay paulista pede união civil


Poodle pink, casal de Nova York, Mulher Maravilha, lésbicas discretas, todos os tipos integraram os quase dois milhões de participantes da 9ª Parada do Orgulho GBLT de São Paulo. Muitos jornais se limitaram a falar de números, cores e purpurina na cobertura do evento, mas a Parada Gay não foi só carnaval.

Os organizadores do evento reivindicaram a união civil entre homossexuais. Com o tema “Parceria civil já! Direitos iguais: nem mais nem menos”, eles protestaram contra os dez anos de engavetamento no Congresso do projeto de lei de autoria de Marta Suplicy. Durante a Parada foram recolhidas assinaturas para o documento que será enviado à Câmara de Deputados exigindo a votação imediata do projeto. O grupo GLBT prevê que até o fim de junho eles conseguirão completar 1,2 milhão de assinaturas.

O prefeito de São Paulo José Serra não se manifestou. Evitando o tema da Parada durante o seu breve discurso, se limitou a afirmar que a cidade “tem os braços e a mente abertos às diferenças e à diversidade”. Já Marta Suplicy, venerada pelos gays, aproveitou o evento para divulgar a sua campanha eleitoral ao governo do Estado e distribuiu camisetas.

Mas afinal de contas qual a situação de parceiros homossexuais nos dias de hoje? Como a união entre pessoas do mesmo sexo não é reconhecida, são negados a eles pelo menos 37 direitos como herança, declaração conjunta de imposto de renda e inclusão do parceiro no plano de saúde. Lembrando que ganhar causa na justiça não significa ter amparo legal!

Aqui na Bahia, o GGB possui um Livro de Registro de Parceria Civil entre Pessoas do Mesmo Sexo. O aparato foi reconhecido pelo INSS e pode ser utilizado como prova da existência da relação. Para assinar o livro, os parceiros precisam ser solteiros e estarem acompanhadas de pelo menos cinco testemunhas.

O movimento em defesa do casamento gay faz questão de ressaltar que reivindica a união civil, a extensão dos direitos cedidos aos heterossexuais, e não o matrimonio religioso. Mas o posicionamento contrário à parceria homossexual se relaciona em muito à religião. Vivemos em um país onde os valores católicos predominam e a Igreja não vê o casamento gay com bons olhos. Isso porque o matrimonio deveria andar de mãos dadas com a procriação. Mas a união entre pessoas estéreis também não fere esse princípio?

Em pleno século XXI é complicado dar as costas e dizer: não sou a favor da homossexualidade e pronto. Existem muitos casais no país que tem esse tipo de relação afetiva e enfrentam problemas reais por causa do não reconhecimento. Não podemos deixar que preconceitos impeçam essas pessoas de terem seus direitos reconhecidos.

Mais detalhes sobre questões jurídicas na matéria publicada no GLS Planet

postado por Tess Chamusca | 9:56 PM | 0 Comentários

Sexta-feira, Maio 27, 2005

Ciência e sexo

Pesquisadores chilenos e brasileiros resolveram prestar mais atenção nos relatos de homens picados por viúvas-negras e conseguiram bons resultados. Além de muito suor e taquicardia, a picada da aranha causa uma ereção involuntária que pode durar até três dias (é o chamado priapismo). Os cientistas da Universidade de la Frontera e da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) descobriram neurotoxinas no veneno e uma delas, um peptídeo (fragmento de proteína), pode ser usado no desenvolvimento de um novo Viagra. "Ele deve produzir um efeito vasodilatador muito forte nos corpos cavernosos [as estruturas “ocas"] do pênis", afirma o pesquisador chileno Fernando Romero. De quebra, outro peptídeo diminui a mobilidade dos espermatozóides, o que poderia dar origem a um possível anticoncepcional masculino.

Hidrocloreto de dapoxetina. Nome feio não é? Pois bem, cientistas americanos anunciaram na segunda que esta substância adia o orgasmo masculino e é a base do remédio que eles desenvolveram contra a ejaculação precoce. Jon Pryor, presidente do Departamento de Cirurgia Urológica da Universidade de Minnesota, explicou o rápido efeito da substância, afirmando que o medicamento pode ser tomado de uma a três horas antes da relação sexual. O problema afeta de 27 a 34% dos homens, segundo os pesquisadores, que trabalham para a Johnson & Johnson.

O uso do Viagra pode estar relacionado à cegueira. A agência reguladora dos setores de alimentos e remédios nos Estados Unidos recebeu 38 reclamações. A FDA (Food and Drug Administration) ainda não chegou a nenhuma conclusão se a droga é mesmo causadora do problema, mas tanto o Ciallis e o Levitra, medicamentos similares ao Viagra, foram alvo de queixas também. A Pfizer argumentou que a cegueira pode ser causada por outras doenças relacionadas a disfunção erétil como pressão alta e diabetes e não pelo remédio. O Viagra só indica em sua bula que o paciente pode ficar com a visão sensível à luz. Por enquanto, nenhuma manifestação dos laboratórios.

postado por Tess Chamusca | 3:51 PM | 0 Comentários

Quarta-feira, Maio 25, 2005

Para que o orgasmo feminino existe?

O orgasmo masculino tem sua função muito bem delimitada na evolução da espécie. O homem precisa ejacular para propagar seus genes. Com a mulher a história se complica um pouco. O orgasmo feminino não é necessário para que o óvulo seja fecundado. Então, haveria algum motivo especial para sua existência?

Já no século II, o tema era discutido. O pensador grego Galeano defendia que as mulheres precisavam ter orgasmo para engravidar. O argumento, utilizado até o século XVIII, condenou muitas mulheres estupradas à morte. A gravidez depois de serem violentadas era considerada um sinal do prazer sentido por elas.

Vencida a barbárie, há alguns anos dois pesquisadores britânicos concluíram que o orgasmo mesmo não sendo necessário, facilita a fecundação. Robin Baker e Mark Bellis investigaram o fenômeno através de uma microcâmera colocada na ponta de um pênis.

Semana passada a cientista da Universidade de Indiana, Elisabeth Lloyd engrossou o caldo das discussões ao afirmar que o orgasmo serve unicamente para divertir as mulheres!
Saiba mais sobre os seus argumentos e outras tentativas de explicação para o prazer feminino na matéria publicada no Estadão.

postado por Tess Chamusca | 2:01 PM | 0 Comentários

Quinta-feira, Maio 19, 2005

Reflexões sobre o pênis

Zé Godofredo, Pequeno Joe, Fugêncio, Dr. Fritz, Alexandre... Tratando-se de algo com o qual alguns amigos convivem diariamente, dividindo alegrias e tristezas e se surpreendendo com surtos de autonomia, tais nomes poderiam, sem maiores problemas, pertencer a um animal de estimação, não é? Bem, os apelidos, um sinal de afetividade, pertencem ao pênis deles! Sim, boa parte dos homens atribui um nome ao seu órgão sexual e através desta enquete aparentemente boba, descobri o quanto a relação dos dois é complexa e cheia de curiosidades.

É na puberdade que o pênis se torna um objeto de disputa entre os meninos. Quantas vezes já não ouvimos histórias sobre garotos com revistas pornô e réguas na mão com o intuito de eleger o mais avantajado? E não é só, quem ejacula com mais vigor e mais vezes em um dado tempo, tudo isso conta! Neste período, as mulheres ainda não são tão importantes. A maior preocupação é o convívio com os outros garotos. Os que se acham menos dotados correm dos vestuários e quando estão lá, reparam nos pênis alheios, num misto de ânsia comparativa e medo de uma possível homossexualidade. “As primeiras relações sexuais de um rapaz estão mais vinculadas à necessidade de desempenhar adequadamente o seu papel do que associados à busca do prazer” , acrescenta o psicoterapeuta Flávio Gikovate, autor do livro Homem: O sexo frágil?

E quando o pênis resolve mostrar que tem vontade própria! Os sinais de excitação masculina são explícitos. E em um período em que os níveis de hormônios estão nas alturas isso costuma causar problemas. Alguns homens não usam sunga de jeito nenhum por causa das situações constrangedoras vividas durante a adolescência. É uma ligação engraçada, se por um lado a constante manipulação torna a convivência entre os dois mais íntima e amigável, por outro, durante a vida inteira eles passam por crises. Na juventude, a irritação causada pela ejaculação precoce e depois dos 40, a apreensão causada pela impotência.

Poderia fazer várias outras observações sobre isso mas sendo sucinta, termino com uma dúvida que sempre me incomodou e creio que a algumas mulheres também. Aquelas “ereções matinais” são a expressão da mais pura e ingênua vontade de urinar ou representam algum interesse a mais? Meninas, na maioria das vezes, é só xixi mesmo... Quando a bexiga está cheia, ela pressiona os músculos da ereção e em alguns casos durante a noite, trata-se apenas de conservação das funções eréteis.

postado por Tess Chamusca | 6:29 PM | 0 Comentários

Quarta-feira, Maio 18, 2005

Viagra gratuito aqui e nos Estados Unidos. Será?

Viagra sempre disponível nos postos de saúde de Caicó (RN). Foi o que o vereador Dilson Fontes (PDT) reivindicou essa semana através de um projeto de lei apresentado à Câmara Municipal da cidade. O vereador argumentou que a impotência sexual provoca "sérios estragos na auto-estima do homem", resultando muitas vezes em uso de drogas, alcoolismo, depressão e agressividade.

Fontes explicou que o projeto atenderia a demanda da população de baixa renda. Um comprimido de Viagra custa em torno de R$ 15, preço "proibitivo" segundo ele. Duas comissões da Câmara irão analisar a proposta. Se receber pareceres favoráveis vai para votação em plenário. Caso seja aprovada, seguirá para o prefeito que pode ou não sancioná-la.

Depois de saber que os EUA estão pedindo aos jovens que não façam sexo, seria pouco provável acreditar na aprovação de um projeto como esse por lá. Mas o governo Bush já decidiu que a partir de janeiro de 2006 o Medicare, sistema de saúde dos idosos, vai cobrir o tratamento com Viagra. O medicamento terá a prescrição controlada assim como as drogas para doenças do coração.

Os grupos mais conservadores não gostaram da idéia. Tom Schatz, presidente do grupo Cidadãos Americanos contra o Desperdício do Governo, afirmou que cobrir drogas para a performance sexual irá arruinar o Medicare. Mas os que apoiam a decisão do governo utilizam o mesmo argumento do vereador de Caicó, o Viagra melhora a qualidade de vida masculina.

Há quem diga que recorrer ao Viagra para continuar tendo uma vida sexual na velhice vai de encontro à ordem natural das coisas... Não vejo problema nenhum nisso desde que se tomem os devidos cuidados, pois algumas pessoas com problemas de saúde não podem utilizar o medicamento. E vocês, o que acham?

postado por Tess Chamusca | 9:23 AM | 0 Comentários

Sábado, Maio 14, 2005

Conteúdos eróticos invadem telefonia móvel

Queridos leitores, vocês já pensaram no quanto a pornografia ajudou a popularizar o vídeo cassete e a Internet? Pois bem, agora é a vez da telefonia móvel. A possibilidade de utilizar vídeos de conteúdo erótico está convencendo muita gente na Ásia e na Europa à comprar celulares com serviços de banda larga. E analistas especulam que este mercado fature mais de US$ 1 bilhão no mundo todo em 2005.

Na França, a operadora Orange disponibiliza para seus clientes clipes de mulheres seminuas tomando uma ducha ou dançando em uma praia ao pôr do sol. A empresa informou que até um quarto dos vídeos acessados em seu portal são eróticos - o que equivale à aproximadamente 3.300 horas por mês.

A partir de junho em Taiwan, Hong Kong, Cingapura e Malásia, os homens (ou mulheres!) que estiverem se sentindo sozinhos, poderão ter a companhia de Vivienne. Espécie de namorada virtual, ela aparece no display dançando com um vestidinho curto e esvoaçante numa boate, recebendo massagem ou até fazendo a unha. No site, você encontra um perfil da garota (profissão, signo, experiências amorosas...) e uma lista de razões que fazem a “v-girl” ser tão especial. Calma rapazes, nada de sexo virtual, só conversinhas sugestivas e troca de mensagens.

Um exemplo do sucesso já alcançado por serviços como este é o PhoneErotica.com. São registrados mais de 75 milhões de acessos ao site de conteúdo adulto por semana. Mas para a Strategy Analytics, uma consultoria no estado de Massachussetts, a telefonia móvel não deve ter tanto êxito quanto a Internet entre os consumidores de pornografia. As razões são o tamanho das telas dos celulares e os altos preços para baixar os arquivos.

Há uma variedade de ofertas de acordo com os países e com o que eles acham da pornografia. Na França e na Itália, onde a nudez nos meios de comunicação é mais aceita, as operadoras não vêem necessidade de restringir automaticamente por idade as imagens das mulheres de topless, por exemplo. Já a China, tem tido problemas para impedir que as pessoas acessem pornografia pelo celular, até porque o país tem o maior mercado de celulares em número de usuários no mundo.

Será que as pessoas vão querer substituir o sexo por namorinhos virtuais e vídeos pornográficos? Se chegarmos a isso, definitivamente a humanidade por completo ficará neurótica. Sem horário para almoçar, sem intervalos de lazer, submissos à ditadura da superprodutividade... e ainda sem sexo??? É demais para mim!

postado por Tess Chamusca | 5:23 PM | 0 Comentários

Quarta-feira, Maio 11, 2005

Rapidinhas na livraria

A História de V - Abrindo a Caixa de Pandora.
Catherine Blackledge
Editora: Degustar

Depois de já ter visto vários livros sobre o pênis, finalmente temos a nossa disposição uma verdadeira enciclopédia sobre a vagina! A jornalista britânica especializada em ciência Catherine Blackledge decidiu escrever A História de V por acreditar que a vagina é a parte mais incompreendida do corpo humano. A obra fala de aspectos biológicos do órgão sexual feminino, passando pelas últimas descobertas científicas, e como o próprio título sugere, de questões históricas. Na Síria, em 1.400 a.C., por exemplo, exibir a vagina era considerado um ritual sacro. Os porquês do constrangimento ainda hoje ao falar a palavra VAGINA também são alvo do estudo de Blackledge. E em anexo, o livro oferece um curioso glossário de termos usados no Brasil para denominá-la.

Uma história das orgias.
Burgo Partridge
Editora: Planeta

Além das festas dionisíacas na Grécia, as orgias passaram por uma série de modificações ao longo da história. “Uma história das orgias” foi escrita por Burgo Partridge em 1957 e foi reeditada em 2002. Era de se esperar que o autor fosse filho de um casal integrante da vanguarda cultural britânica (Grupo Bloomsbury), afinal o tema não é dos mais comuns. A obra é precisa e rica em informações sobre tal prática seja na Idade Média, em Roma, na Inglaterra vitoriana ou em vários cantos durante o século XX. Simplesmente tentador!

Cartas de um sedutor
Hilda Hilst
Editora: Globo

O sexo como iluminação frente à falta de sentido da vida. É a busca de Karl, um homem culto que decide enviar vinte cartas insinuantes e eróticas à sua pudica irmã Cordélia. O poeta Stamatius encontra os manuscritos de Karl no lixo e sua vida se mistura aos textos. No fim das contas, eles são a mesma pessoa em tempos e situações diferentes, mas com opiniões díspares sobre as mesmas questões! Louco? Instigante isso sim! Corre para a livraria.

Psychopathia Sexualis
Krafft-ebing
Editora: Martins Fontes.

Esse livro é item obrigatório na estante de quem se interessa pelo diagnóstico de distúrbios sexuais. Trata-se da obra fundadora da Sexologia. Escrita pelo psiquiatra alemão Richard von Krafft-Ebing em 1886, “Psychopathia Sexualis" é a primeira experiência de catalogação de desvios sexuais. São 237 relatos classificados em categorias como exibicionismo, necrofilia e bestialismo. Até o caso de Jack o Estripador faz parte do livro!

postado por Tess Chamusca | 10:45 AM | 0 Comentários

Quarta-feira, Maio 04, 2005

Governo americano investe alto na educação da abstinência

Dois adolescentes bebem água em canecas, cospem de volta e depois as trocam, sendo então orientados de que isso equivale à troca de fluidos corpóreos. Parece piada (para não ser mais ofensiva) mas o “jogo da caneca” faz parte das demonstrações realizadas em Indianópolis, EUA, pelo grupo Peers, defensor da castidade e formado por jovens. Além dele, existe pelo menos uma dúzia no país como A Promise to Keep, Worth to Wait e True Love Waits que ajudam o governo americano a promover a campanha pela abstinência sexual.

Cartões com votos de virgindade viraram acessórios obrigatórios na carteira dos adolescentes. O grupo Silver Ring Thing (algo como Moda do Anel Prateado) vende até alianças de castidade por US$ 12 nas festinhas que promove. E o conceito de “virgem secundária” ou “renascida” foi criado para as garotas que se arrependeram depois de terem feito sexo e querem aderir a causa. De acordo com uma lei, escolas de 20 estados só podem falar de abstinência quando promoverem algum tipo de educação sexual. E os métodos contraceptivos são discutidos em 14 dos 50 estados, mas ainda assim apenas as limitações são enfatizadas.

É fato que dentro do grupo de paises industrializados, os EUA têm a maior taxa de gravidez. O governo Bush no desespero vai investir US$ 170 milhões na educação da abstinência em 2005. Mas dá para acreditar que esta é a melhor solução? O parlamentar democrata Henry Waxman descobriu que 80% dos currículos sobre abstinência têm dados equivocados. Eles tratam estereótipos como fatos científicos, confundem ciência com religião e ainda insinuam que o HIV pode ser transmitido por suor e lágrimas.

Os adolescentes norte-americanos estão preferindo fazer sexo oral e não o ato sexual completo porque acreditam ser menos arriscado e os mantém virgens. Foi o que constatou um estudo publicado no início de abril pelo médico Bonnie Halpern-Felsher, professor de Pediatria da Universidade da Califórnia. Mesmo com o perigo de transmissão de doenças venéreas e da AIDS, os jovens não ligam para os riscos. As universidades Yale e Columbia realizaram uma pesquisa em 2004 e concluíram que a taxa de DST era a mesma para comprometidos ou não com a abstinência. Me parece muito claro que uma campanha como essa só serve para deixar a juventude norte-americana mais desinformada do que já é em relação ao sexo e o que é pior, com repulsa à sua própria sexualidade.

postado por Tess Chamusca | 3:37 PM | 0 Comentários

Segunda-feira, Abril 25, 2005

Carla Cavalcanti promove workshop A Arte de pompoar

Muita gente ao escutar a palavra pompoar, imagina mulheres na Tailândia expelindo bolinhas pela vagina ou até mesmo fumando cigarros com a musculatura vaginal, mas essa arte milenar não foi inventada apenas para que as orientais fizessem apresentações exóticas em clubes noturnos.

Uma boa oportunidade de aprofundar os conhecimentos sobre esta prática é o workshop A Arte de Pompoar: Despertando Saúde, Sexualidade e Qualidade de vida, ministrado pela psicanalista e professora de Educação Física, Carla Cavalcanti. O curso ocorre dia 30 de abril das 9 às 13 horas no Hotel Atlântico (Jardim de Alah) e custa R$ 60,00. As inscrições podem ser feitas na Rituall Sex Shop, localizada no shopping Ponto 7.

O pompoarismo é uma prática transmitida de mãe para filha no Oriente e consiste na movimentação voluntária dos músculos vaginais. Os exercícios praticados melhoram a performance sexual e aumentam o prazer não só da mulher como do parceiro. E além disso, o pompoar também traz inúmeros benefícios para a região pélvica. As técnicas previnem a incontinência urinária e problemas com a musculatura da pélvis, diminuem a incidência de cólicas menstruais e evitam a queda do útero e da bexiga. Mulheres, voltemos nosso olhar para o Oriente!

postado por Tess Chamusca | 6:09 PM | 0 Comentários

Sábado, Abril 09, 2005

Quem foi Richard Burton?


Seja em versões de bolso ou na íntegra, os manuais sexuais do Oriente já ocupam as prateleiras de livrarias ocidentais há um bom tempo. Títulos como Jardim Perfumado ou Ananga Ranga podem até passar despercebidos, porém é difícil hoje achar quem não saiba da existência do Kama Sutra. Mas alguém já se perguntou como e quando esses livros chegaram aqui?

As pessoas que se contorcem para fazer as posições sexuais descritas nos livros devem agradecer a um explorador inglês do século XIX chamado Richard Francis Burton. Ele foi um aventureiro, com a vida repleta de descobertas geográficas e intensos estudos sobre costumes sexuais de vários povos, em destaque do Oriente. Por ter ousado traduzir e publicar obras eróticas em uma Inglaterra vitoriana, Burton já merece muito respeito. Mas bom mesmo, é saber como ele passou seus dias: experimentou de tudo e mandou o puritanismo pro espaço.

Burton nasceu em Torquay, Devonshire, em 1821. Filho de um irlandês meio nômade, ele se mudou para a França ainda pequeno. E durante a adolescência, transitou entre este país e a Itália. A diversão de Richard era visitar bordéis, consumir álcool e ópio em excesso e em conseqüência, “experimentar todas as formas de loucura selvagem”. Já nessa época, iniciou seus estudos lingüísticos (ao longo de sua vida aprendeu cerca de trinta idiomas). Aos 19 anos, voltou para a Inglaterra e devido ao seu temperamento, foi expulso da Oxford três anos mais tarde.

Como suas excentricidades não eram bem aceitas na Inglaterra, Burton decidiu servir ao exército e foi enviado para a Índia. È quando começa a sua carreira de explorador. Ele penetrou em Meca disfarçado de muçulmano, investigou minas de ouro no Egito e fez uma expedição em busca da nascente do rio Nilo. O Brasil também fez parte do seu roteiro de viagens. Quando esteve aqui como cônsul britânico, Richard subiu o rio São Francisco e até escreveu um livro(The Highlands of Brazil).

Durante um curto período em Bolonha, o explorador conheceu Isabel Arundell (1831-1896). Parece irônico, mas foi com ela, católica e pertencente a alta sociedade inglesa, que ele se casou. A união não foi aprovada pela família de Isabel e ela abandonou o conforto para se aventurar pelo mundo com Richard. Mas o casamento não modificou a sua obsessão pelo sexo. Se antes Burton perambulava pelos bordéis indianos com seus “dicionários ambulantes” (como ele chamava suas amantes), é ainda dessa forma que aprende sobre costumes sexuais depois de casado.

Ele escreveu livros sobre hábitos tribais de nascimento, casamento, cópula e morte, além de ter discorrido sobre fetichismo e práticas sexuais bizarras. Mas a fama de devasso se consolida quando Burton apresenta suas traduções na Inglaterra. Kama Sutra, o Jardim Perfumado (manual árabe), Ananga Ranga (coletânea hindu de obras eróticas) e poemas de Catulo (poeta latino) fazem parte da lista. Porém, o livro As mil e uma noites (reunião de contos árabes) é o mais citado. A obra foi traduzida antes pelo francês Antoine Galland, mas em uma versão censurada. Além de traduzir a obra na íntegra, Burton acrescentou notas sobre pornografia, homossexualidade e pedofilia, o que causou escândalo na sociedade britânica.

Depois de anos de viagens e experiências em inúmeras culturas, Burton se acomoda em Trieste, na Itália. Com problemas de saúde, morre aos 69 anos. Viúva, em um acesso de ira católica, Isabel queimou notas e documentos de quase quarenta anos de pesquisa, restando os livros de viagem e algumas traduções. Isso por causa do conteúdo enfaticamente sexual dos escritos. Mas tal atitude não impediu que ainda hoje, a ambição de Burton em desbravar universos desconhecidos e proibidos e levá-los até uma outra parte do mundo, puritana e moralista, seja enaltecida.

postado por Tess Chamusca | 2:35 PM | 0 Comentários

Quinta-feira, Janeiro 06, 2005

Let's talk about sex

Ao pensar em um texto inaugural para o blog Gritos e Sussurros, corri para os cadernos e agendas, cheios de anotações retiradas de livros sobre sexualidade. Achei que escrevendo um texto cheio de citações, mostraria logo de início às pessoas (vocês, meus futuros leitores!) o quanto levo a sério o assunto. Na minha mente meio agoniada, a referência aos autores conotaria engajamento. Mas felizmente mudei de idéia, academicismos não combinam comigo e muito menos com o espírito do blog, descontraído e acima de tudo livre!
Toda adolescente devora ávida qualquer coisa que fale sobre sexo mas como meu interesse era um pouco maior, passei rapidinho (graças a Deus!) da leitura de Carícia e Capricho para a Nova Cosmopolitan e daí para os livros, dos mais clássicos até os que prometem maravilhas à vida sexual. Ok pessoas! Sei que o mundo me acompanha na tal avidez pelo sexo (hoje em dia ele se insinua até em propagandas de margarina) mas as conseqüências disso se mostraram díspares. Enquanto eu respeito cada vez mais a sexualidade ao passo que me informo, boa parte das pessoas ao meu redor quando não a banalizam, tratam uma parte tão essencial da vida de modo compulsivo.
E daí o motivo para a criação do blog Gritos e Sussurros! Contribuir para que as discussões sobre sexualidade (em todos os seus aspectos e nuances) sejam realizadas com a devida atenção e sensibilidade. Assim como a comida, o sexo não só alimenta nossos corpos, não só satisfaz nossos instintos, como deslumbra e arrebata as nossas almas! Porque não recuperar o que ele tem de poético, envolvente, e até mesmo sagrado?
A primeira tentativa de falar sobre sexualidade de outro jeito que não o pejorativo ou pecaminoso que estamos mais acostumados, foi um fanzine intitulado Afrodite. Nele quis discutir as razões para nós mulheres continuarmos cheias de medos e constrangimentos enquanto tentamos mostrar ao mundo que somos modernas e descoladas. Depois, graças ao empurrãozinho de Patrícia Conceição, amiga fantástica que vai ter todo o espaço que quiser por aqui, iniciamos um programa sobre sexualidade na Rádio da Faculdade de Comunicação da Ufba (Soteropolitanos, Sintonizem: 89,3 FM!). O Gritos e Sussurros, referência ao grande mestre Ingmar Bergman, foi o que eu precisava para voltar, mais empolgada do que nunca, a estudar sexualidade. E me transportar das ondas do rádio para a internet já é um grande passo! Espero que possamos nos divertir com isso!!

postado por Tess Chamusca | 9:07 PM | 0 Comentários